HIPODERMÓCLISE: REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA

Franciele Karolline Gonçalves Vidal, GLEIDSON BRANDÃO OSELAME, Eduardo Borba Neves, ELIA MACHADO DE OLIVEIRA

Resumo


A Terapia Subcutânea, também chamada de Hipodermóclise ainda é pouco discutida e utilizada. Esta técnica consiste na administração de soluções na hipoderme, camada mais profunda da pele, cuja vascularização é similar a que se observa nos músculos. Desta forma, objetivou-se analisar a produção científica indexada nos periódicos nacionais relacionados ao uso da terapia subcutânea na assistência de Enfermagem. Optou-se pela revisão sistemática de caráter exploratório com abordagem qualitativa. Realizou-se a busca de estudos em periódicos nacionais publicados nos últimos seis anos na base de dados da Literatura Latino-Americana em Ciências de Saúde (LILACS) e na Scientific Eletronic Library Online (SciELO). Como os dados sobre o assunto são escassos utilizou-se o buscador Google acadêmico para incluir publicações do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Adotaram-se os termos “hipodermóclise”, “terapia subcutânea” e “cuidados paliativos”. Os estudos analisados resultaram nos seguintes agrupamentos: indicações e contra indicações; vantagens e desvantagens; locais indicados para punção; medicamentos e fluidos utilizados e a execução da técnica para a punção. Evidenciou-se que a terapia subcutânea é um recurso importante para os pacientes em cuidado paliativo. Pode contribuir para promoção da qualidade de vida destes doentes. Os riscos são mínimos, os efeitos colaterais são raros, reversíveis e de pouca importância clínica; as vantagens da referida via superam suas possíveis desvantagens. Contudo facilita a alta hospitalar do paciente, favorecendo o cuidado no domicílio, é de fácil aplicação e manipulação, implica em baixos custos. No entanto, são necessárias pesquisas para consolidar o uso desta técnica no Brasil, considerando que há carência de estudos nesta área.


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DOI: https://doi.org/10.13037/ras.vol13n45.2953

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