AVALIAÇÃO DOS NÍVEIS DE FADIGA NOS SERVIDORES DAS VARAS DE TRABALHO DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO EM CUIABÁ, MATO GROSSO EVALUATION OF THE FATIGUE LEVELS IN PUBLIC EMPLOYEES THAT WORK AT THE REGIONAL LABOUR COURT IN CUIABÁ, MATO GROSSO

Fernanda Priscilla Arruda Alves, Walkiria Shimoya Bittencourt, Paulo César Porto Deliberato

Resumo


A fadiga promove um conjunto de alterações no organismo, resultantes de atividades físicas ou mentais que
levam à sensação de cansaço. Verificar o nível de fadiga muscular em funcionários que desempenham diferentes
funções nas varas de trabalho do TRT de Cuiabá, Mato Grosso, e identificar causas de desconforto e fadiga. Foi
realizado um estudo transversal, utilizando-se o Questionário Bipolar de Fadiga, que foi aplicado no início, no
meio e ao final da jornada de trabalho nos funcionários com função de balcão, executivo e secretário de
audiência. Participaram do estudo funcionários e estagiários com, no mínimo, três semanas sem interrupção da
função. Foram excluídos aqueles com menos de dois meses na função, com distúrbios musculoesqueléticos
ocupacionais, retornados de férias nas últimas três semanas e os que estavam trabalhando em rodízio. Nenhum
dos funcionários apresentou fadiga acumulada no início da jornada. Os funcionários de balcão (grupo 1) demonstraram
fadiga leve ao final da jornada de trabalho; aqueles com função executiva (grupo 2) apresentaram
fadiga moderada ao final da jornada; e os secretários de audiência (grupo 3) manifestaram fadiga moderada e
intensa. As regiões do corpo mais dolorosas foram as seguintes: ombro direito, pé esquerdo, coluna e nádegas
(gripo 1); pescoço, ombros, mãos e coluna (grupo 2); ombro direito (grupo 3). O grupo 2 apresentou maior
queixa de dor, em relação aos demais grupos.Os secretários de audiência fadigam-se mais que os funcionários
com função executiva e de balcão. A fadiga pode ser evitada e controlada por meio de um planejamento
adequado para cada indivíduo de acordo com as atividades desempenhadas.

Palavras-chave


fadiga, distúrbios musculoesqueléticos ocupacionais, algias ocupacionais.

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DOI: http://dx.doi.org/10.13037/rbcs.vol7n21.302