PROTETORES BUCAIS E SEU IMPACTO NO CONDICIONAMENTO FÍSICO DE ATLETAS DE FUTEBOL MOUTH PROTECTORS AND ITS IMPACT ON THE PHYSICAL OF FOOTBALL ATHLETES

Jansen Cremonez, Dhiego Gualberto de Abreu

Resumo


Uma vez que altos índices de acidentes bucomaxilofaciais acontecem no esporte de contato, dentre eles o
futebol, vários especialistas recomendam o uso de protetores bucais que possam minimizar esses acidentes.
No entanto, mesmo com a recomendação desses especialistas, a incidência de uso de protetor bucal é
quase nula nessa modalidade, talvez pelo fato de se achar que o protetor bucal pode atrapalhar o desempenho
dos atletas, principalmente no que diz respeito à respiração. Portanto, o objetivo deste estudo é buscar
dados que possam esclarecer a viabilidade ou não do uso desses protetores bucais. Sendo assim, foi testado
o uso do protetor bucal tipo II, normalmente vendido em lojas esportivas, procurando-se observar sua
interferência na captação de oxigênio (VO2 máx.) durante o esforço físico de atletas de uma escolinha de
futebol, na faixa etária de 12 a 15 anos, no teste de Vaivém de 20 metros. O teste se dividiu em dois
momentos, sendo que o primeiro foi realizado sem protetor bucal (VO2 máx. SP) e, após 72 horas, o teste
foi novamente realizado com o protetor bucal (VO2 máx. CP). Os resultados foram analisados estatisticamente
pelas suas médias, pelo desvio padrão e pelo teste t de Student, com nível de significância de 0,05,
sendo encontrados os seguintes valores: no VO2 máx. SP, 48,31 ± 3,43 ml/kg/min e, para o VO2 máx. CP,
47,81 ± 4,72 ml/kg/min. Assim, o teste t de Student se mostrou com valor 0,59, não sendo esta uma
diferença significativa. Assim, conclui-se que o uso do protetor bucal não interferiu no VO2 máx.

Palavras-chave


acidentes bucomaxilofaciais, protetor bucal, VO2 máx.

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DOI: https://doi.org/10.13037/rbcs.vol7n20.318

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