ATIVIDADE FÍSICA E COMPORTAMENTOS SEDENTÁRIOS EM ADOLESCENTES PHYSICAL ACTIVITY AND SEDENTARY BEHAVIORS AMONG ADOLESCENTS

Fabio Luis Ceschini, Aylton Figueira Júnior, Jorge Ferreira de Araújo Júnior

Resumo


O objetivo deste estudo foi descrever o nível de atividade física e a prevalência de atividades sedentárias, além de
verificar a associação entre o nível de atividade física e os diferentes comportamentos sedentários. A amostra foi
composta por 606 adolescentes (15,7 ± 1,3 anos), sendo 288 (47,5%) meninos e 318 (52,5%) das séries acadêmicas
do ensino médio de três escolas estaduais de ensino da cidade de São Paulo. O nível de atividade física foi avaliado por
meio do “Questionário internacional de atividade física” (Ipaq), versão VIII curta, e as atividades sedentárias foram
avaliadas por um questionário estruturado, que tinha como objetivo quantificar o tempo diário gasto fora da escola
nas atividades a seguir: assistindo à TV, utilizando o computador, jogando videogame, lendo revistas e livros e realizando
outras atividades sedentárias. A análise de dados foi realizada pelo teste Qui-Quadrado e pelo teste de associação
de Goodman-Kruskal Gamma, com nível de significância de p < 0,05. Foi encontrada diferença significativa no tempo
que meninos e meninas gastavam em relação às atividades sedentárias. As meninas utilizavam mais o computador e
os meninos jogavam mais videogame. Os meninos foram significativamente mais ativos do que as meninas, independentemente
da prática de caminhada. O tempo assistindo à TV, o tempo utilizando o computador e o tempo total em
atividades sedentárias apresentaram associação negativa com o nível de atividade física para ambos os gêneros.
Somente para os meninos houve associação positiva entre tempo de videogame e nível de atividade física. Portanto,
conclui-se que os meninos foram mais ativos do que as meninas e que os comportamentos sedentários se associaram
negativamente com o nível de atividade física, exceto para o uso do videogame entre os meninos.

Palavras-chave


atividade física, adolescentes, comportamentos sedentários.

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DOI: http://dx.doi.org/10.13037/rbcs.vol7n19.330