Perfil clínico, adesão e satisfação terapêutica de pacientes em uso de anticoagulantes orais

Autores

  • Omar Pereira de Almeida Neto Universidade Federal do Triângulo Mineiro – Uberaba (MG), Brasil
  • Cristiane Martins Cunha Universidade de São Paulo – São Paulo (SP), Brasil
  • Clesnan Mendes Rodrigues Universidade Federal de Uberlândia – Uberlândia (MG), Brasil
  • Tatiana Carneiro Resende Universidade Federal de Uberlândia – Uberlândia (MG), Brasil

DOI:

https://doi.org/10.13037/ras.vol14n47.3389

Palavras-chave:

Doenças cardiovasculares, Anticoagulantes, Cardiologia

Resumo

Introdução: A anticoagulação oral (ACO) é comumente indicada no tratamento de patologias cardiovasculares.Acredita-se que um dos maiores problemas relacionados ao insucesso terapêutico está relacionado com a nãoadesão ao tratamento, colaborando para o aumento da morbimortalidade. Objetivos: Descrever o perfilclínico, os níveis de adesão e satisfação terapêutica de pacientes valvulopatas em uso de anticoagulantes orais.Métodos: Estudo transversal, quantitativo e descritivo, realizado no Ambulatório de Anticoagulação Oral daUniversidade Federal de Uberlândia. Após o consentimento dos participantes, foram realizadas entrevistasclínicas e aplicação dos instrumentos de avaliação de adesão ao tratamento (MAT) e de satisfação com a terapiaanticoagulante (DASS). O estudo foi aprovado pelo comitê de ética local nº 82152/2012. Análise estatísticadescritiva e correlações foram realizadas. Resultados: Um total de 39 pacientes participou do estudo, dos quais59% eram do sexo masculino. Em relação ao MAT, 74,36% dos pacientes mostraram-se aderente ao tratamento(MAT), e a média de satisfação terapêutica foi de 110,67 pontos (DASS). A principal indicação para o uso deACO foi fibrilação atrial (38,46%), e a varfarina foi o ACO de escolha (84,61%). O MAT foi relacionado aodomínio limitação do DASS (r=-0,2583; p=0,0556), assim como a sobrecarga (r=-0,5398; p=0,0004) e aspectospsicológicos positivos (r=0,3641; p=0,0124). O MAT em relação ao DASS total apresentou correlação negativae fraca, porém significante (r=-0,3543; p=0,0145). Conclusão: Necessita-se prestar atenção nos indivíduos nãoaderentes, para aumentar a qualidade de vida relacionada à saúde e reduzir as complicações referentes à terapia.

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Biografia do Autor

Omar Pereira de Almeida Neto, Universidade Federal do Triângulo Mineiro – Uberaba (MG), Brasil

Enfermeiro. Mestrando em Atenção à Saúde - Universidade Federal do Triângulo Mineiro

Cristiane Martins Cunha, Universidade de São Paulo – São Paulo (SP), Brasil

Enfermeira. Doutoranda em Enfermagem Fundamental - EERP-USP

Clesnan Mendes Rodrigues, Universidade Federal de Uberlândia – Uberlândia (MG), Brasil

Enfermeiro. Doutor. Universidade Federal de Uberlândia

Tatiana Carneiro Resende, Universidade Federal de Uberlândia – Uberlândia (MG), Brasil

Enfermeira. Docente. Universidade Federal de Uberlândia

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Publicado

2016-02-16

Edição

Seção

ARTIGOS ORIGINAIS