Funcionalidade de membro superior e qualidade de vida de mulheres com câncer de mama submetidas a tratamento fisioterapêutico

Luana Paula Nava, Cibeli Ferreira Martins, Simone Lara, Fernanda Vargas Ferreira

Resumo


Introdução: O câncer de mama é um grave problema de saúde pública, sendo a maior causa de morte feminina no Brasil. O tratamento pode ser cirúrgico e/ou conservador, podendo provocar linfedema e redução da amplitude de movimento do membro superior, principalmente nos movimentos de flexão e abdução de ombro, repercutindo negativamente na qualidade de vida. Objetivo: Verificar o impacto da aplicação de um protocolo fisioterapêutico sobre a funcionalidade e qualidade de vida de mulheres que foram submetidas ao tratamento do câncer de mama. Materiais e métodos: Estudo experimental do tipo antes e depois, composto por 10 sessões de mobilização cicatricial, alongamentos, exercícios ativos livres em todos os planos de movimento em mulheres submetidas a tratamento cirúrgico e adjuvante, na faixa etária de 40 a 65 anos. Foram avaliadas quanto à amplitude de movimento (ADM), presença ou não de linfedema e qualidade de vida. Resultados: A amostra foi de 4 participantes com média de idade de 54±11,5 anos, submetidas à mastectomia radical modificada e à quadrantectomia associada ou não à linfadenectomia axilar. Inicialmente, foram detectados déficits em todos os planos de movimento do ombro ipsilateral, destacando-se com menores graus de amplitude na flexão, extensão, abdução e rotação externa, e após o protocolo observamos melhora da ADM em todos os movimentos do ombro, especialmente na flexão e abdução. Conclusão: Verificamos que um protocolo fisioterapêutico de curta duração melhorou a ADM de ombro e, consequentemente, sua qualidade de vida.


Palavras-chave


câncer de mama; pós-operatório; amplitude de movimento; qualidade de vida; protocolo fisioterapêutico

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DOI: https://doi.org/10.13037/ras.vol14n48.3510

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