Percepções a respeito do acolhimento na atenção primária no município do Rio de Janeiro

Tarciso Feijó da Silva, Valéria Ferreira Romano

Resumo


Introdução: Este artigo abarca questões que envolvem o acolhimento na atenção primária no município do Rio de Janeiro. Objetivo: Examinar a prática dos profissionais de duas unidades de atenção primária nesse município e apresentar fragilidades percebidas e referidas por esses profissionais relacionadas com a operacionalização do acolhimento. Métodos: A pesquisa foi desenvolvida por meio de técnicas de observação sistemática e entrevista semiestruturada e analisada considerando as referências da Análise de Conteúdo apoiadas em Bardin. Resultados: Foram encontrados problemas na construção da capacidade resolutiva dos profissionais e dificuldades na integração relacional entre profissionais da Estratégia Saúde da Família e do Núcleo de Apoio à Saúde da Família, refletindo em problemas na condução da coordenação do cuidado. Conclusão: O reconhecimento de tais fragilidades, na prospecção de impulsionar reflexões e ações, dimensiona a expectativa de que a atenção primária no município do Rio de Janeiro possa se constituir na construção de parâmetros de enfrentamento sobre seu processo de trabalho, buscando estratégias de apoio institucional, da equipe e dos usuários para a gestão do acolhimento.

 


Palavras-chave


acolhimento; saúde da família; atenção primária em saúde

Texto completo:

PDF

Referências


Poli P, Norman AH. Acolhimento e (des)medicalização: reflexões sobre essa prática em um Centro de Saúde. In: Anais do 8º Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade; 15 a 18 de junho de 2006; São Paulo; 2006. 246 p.

Gomes MCPA, Pinheiro R. Acolhimento e vínculo: práticas de integralidade na gestão do cuidado em saúde em grandes centros urbanos. Interface Comum Saúde Educ. 2005 Mar-Ago;9(17):287-301.

Rivera FJU, Artmann E. Planejamento e gestão em saúde: flexibilidade metodológica e agir comunicativo. Cienc Saúde Colet. 1999;4(2):355-65.

Brasil. Programa saúde da família. Brasília: Ministério da Saúde; 2001.

Silva RMV, Fracolli LA, Zoboli ELCP. O acolhimento no PSF:da proposta teórica para a operacionalização na prática. Saúde Soc. 2005;14(1):245-6.

Campinas LLSL, Almeida MMMB. O acolhimento ao doente com tuberculose: estudo comparativo entre uma unidade de saúde da família e um ambulatório de especialidades médicas [tese]. São Paulo: Universidade de São Paulo; 2003. 222 p.

Ribeiro MTAM, Fiuza TM, Lima EBJ. Acolhimento virtual: melhor acessibilidade à Estratégia de Saúde da Família. In: Anais do 8º Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade; 15 a 18 de junho de 2006; São Paulo; 2006. 243 p.

Pinheiro R. As práticas do cotidiano na relação oferta e demanda dos serviços de saúde: um campo de estudo e construção da integralidade. In: Pinheiro R,Mattos RA,organizadores. Os sentidos da integralidade na atenção e no cuidado à saúde. Rio de Janeiro: IMS-UERJ; 2001. p.65-112.

Pereira JG, Fracolli LA. Acolhimento e reorganização das práticas em saúde. Saúde Soc. 2005;14(1):23.

Rio de Janeiro. Superintendência de Atenção Primária. Guia de Referência Rápida. Carteira de serviços: relação de serviços prestados na Atenção Primária à Saúde/Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil. Rio de Janeiro: SMSDC; 2011. 128 p.

Becker HS. Métodos de pesquisa em ciências sociais. São Paulo: HUCITEC; 1997.

Minayo MC. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 10ª ed. São Paulo: HUCITEC; 2007.

Bardin L. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70; 1977.




DOI: https://doi.org/10.13037/ras.vol14n49.3693

Indexadores: