Associações entre o tempo de experiência profissional e a nomenclatura dos exercícios utilizadas no treinamento de força

Leonardo Mendes Leal de Souza, Gabriel Andrade Paz, Viviane Schultz Straatmann, Humberto Miranda

Resumo


Introdução: A divergência em relação à nomenclatura dos exercícios adotada por professores de educação física no âmbito profissional pode gerar sérios problemas de comunicação e consequentemente interferir na prescrição e qualidade do treinamento proposto. Objetivo: Verificar a associação entre o tempo de experiência no âmbito profissional com a nomenclatura de exercícios do treinamento de força adotados por profissionais de educação física. Materiais e métodos: Participaram da pesquisa 191 voluntários. O teste qui-quadrado foi aplicado para verificar a associação entre as variáveis. Resultados: Foram observadas diferenças significativas entre as opções de nomenclaturas para nove dos dez exercícios apresentados. No entanto, nenhum dos exercícios analisados apresentou associação entre as opções de nomenclatura de resposta com o tempo de experiência em treinamento de força. Conclusão: O presente estudo evidencia a padronização dos nomes de nove dos dez exercícios por profissionais de educação física independentemente do tempo de sua experiência profissional.

 


Palavras-chave


exercício; treinamento de força; cinesiologia; nomenclatura

Texto completo:

PDF

Referências


Hall SJ. Biomecânica básica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2005.

Jackson MC, Brown LE, Coburn JW, Judelson DA, Cullen-Carroll N. Towards standardization of the nomenclature of resistance training exercises. J Strength Cond Res. 2013;27(5):1441-9.

Souza JAAA, Nunes MB, Paz GA, Miranda HL. Nomenclatura dos exercícios estabilizadores de fortalecimento do método pilates: existe padronização? Rev Bras Ciênc Mov. 2016;24(1):145-52.

Souza LML, Paz GA, Viviane SS, Miranda H. Comparison study of resistance exercise nomenclature adopted among professionals and undergraduate physical education students. Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum. 2016;18(2):233-42.

Nuzzo JL. The words and patterns that comprise resistance training exercise names. J Strength Cond Res. 2015; abr. 7. [Epub ahead of print].

Fleck SJ, Kraemer WJ. Designing resistance training programs. 3ª ed. Champaign: Human Kinetics; 2004.

Faigenbaum AD, Myer GD. Resistance training among young athletes: safety, efficacy and injury prevention effects. Brit J Sports Med. 2010;44(1):56-63.

Faulkner JA. Terminology for contractions of muscles during shortening, while isometric, and during lengthening. J Appl Physiol. 2003;95(2):455-9.

National Strength and Conditioning Association. Exercise technique manual for resistance training. Champaign: Human Kinetics; 2008.

Betti R, Betti M. Novas perspectivas na formação profissional em educação física. Motriz Rev Educ Fís. 1996;2(1):10-5.

Vale RGS, Novaes JS, Dantas EHM. Efeitos do treinamento de força e de flexibilidade sobre a autonomia de mulheres senescentes. Rev Bras Ciênc Mov. 2005;13(2):33-40.

Mediano MFF, Paravidino V, Simão R, Pontes FL, Polito MD. Comportamento subagudo da pressão arterial após o treinamento de força em hipertensos controlados. Rev Bras Med Esporte. 2005;11(6):337-40.

Gonçalves R, Gurjão ALD, Gobbi S. Efeitos de oito semanas do treinamento de força na flexibilidade de idosos. Rev Bras Cineantropom Hum. 2007;9(2):145-53.

Terra DF, Mota MR, Rabelo HT, Bezerra LMA, Lima RM, Ribeiro AG, et al. Redução da pressão arterial e do duplo produto de repouso após treinamento resistido em idosas hipertensas. Arq Bras Cardiol. 2008;91(5):299-305.

Okano AH, Cyrino ES, Nakamura FY, Guariglia DA, Nascimento MA, Avelar A, et al. Comportamento da força muscular e da área muscular do braço durante 24 semanas de treinamento com pesos. Rev Bras Cineantropom Hum. 2008;10(4):379-85.

Lagoeiro CG, Silva NS, Robert-Pires CM, Magosso RF. Índice de força máxima relativa de homens treinados nos exercícios puxador costas, puxador frente, pull down e remada unilateral. Rev Bras Prescr Fisiol Exerc. 2014;8(44):156-62.

Cunha MF, Lazzareschi L, Gantus MC, Suman MR, Silva A, Parizi CC, et al. A influência da fisioterapia na prevenção de quedas em idosos na comunidade: estudo comparativo. Motriz. 2009;15(3):527-36.

Lima PFM, Araújo RC, Farah BQ, Cavalcante BR, Santos MAM, Ritti-Dias RM. Reprodutibilidade do teste de uma repetição máxima em exercícios de força com pesos livres. Rev Bras Ativ Fís Saúde. 2013;18(3):378-80.

Calais-Germain B. Anatomia para o movimento: vol. 1: introdução à análise das técnicas corporais. 1ª ed. São Paulo: Manole; 2002.

Kapandji AI. Fisiologia articular: esquemas comentados de mecânica humana: vol. 1. 5ª ed. São Paulo: Panamericana; 2000.

Barbanti VJ, Tricoli V, Ugrinowitsch C. Relevância do conhecimento científico na prática do treinamento físico. Rev Paul Educ Fís. 2004;18:101-9.

Polito MD, Simão R, Senna GW, Farinatti PTV. Efeito hipotensivo do exercício de força realizado em intensidades diferentes e mesmo volume de trabalho. Rev Bras Med Esporte. 2003;9(2):69-73.

Salvador EP, Cyrino ES, Gurjão ALD, Ritti-Dias RM, Nakamura FY, Oliveira AR. Comparação entre o desempenho motor de homens e mulheres em séries múltiplas de exercícios com pesos. Rev Bras Med Esporte. 2005;11(5):257-61.




DOI: http://dx.doi.org/10.13037/ras.vol14n50.4110