REPETIÇÃO PLANEJADA DE PADRÕES FUNCIONAIS DE MOVIMENTEÇÃO MODIFICA A RESPOSTA MOTORA E METABÓLICA À FADIGA MANIFESTADA POR PACIENTES PORTADORES DE ESCLEROSE MÚLTIPLA PLANNED REPETITION OF MOVEMENT FUNCTIONAL PATTERNS MODIFIES THE MOTOR AND THE METABOLIC

Emerson Fachin Martins, Junia Scarlatelli Christofani

Resumo


Pacientes com esclerose múltipla (EM) manifestam sensação de exaustão durante a realização de padrões simples de movimentação, que compõem o repertório de ações desenvolvidas nas atividades de vida diária. A proposta deste estudo foi determinar se a repetição planejada de padrões funcionais de movimentação, aplicados por meio de programa de tratamento fisioterapêutico estruturado para condições específicas do paciente portador de esclerose múltipla poderia influenciar na fadiga manifestada nesta condição. Nove sujeitos sem doenças, neuromuscular conhecida (grupo de controle) e nove sujeitos com esclerose múltipla (grupo EM) foram estudados. Os sujeitos portadores de EM formaram aleatoriamente o grupo EM e os outros foram pareados por idade e sexo para formar o grupo controle. Primeiro, os sujeitos foram avaliados para estabelecer a sua capacidade de progredir por padrões funcionais de movimentação. Parâmetros metabólicos e cardiovasculares foram registrados antes e depois de esforço físico. Em seguida, cinco pacientes com EM concordaram em continuar e foram submetidos ao programa de tratamento. Depois, os pacientes foram reavaliados conforme avaliação realizada antes da manipulação. Grupo EM mostrou capacidade de progressão diminuída, em relação ao grupo controle. Grupo EM manifestou cansaço que interrompeu o esforço físico, sem indicador metabólico presente de fadiga no músculo, o que não aconteceu com grupo controle. Pacientes que foram submetidos ao protocolo começaram a manifestar comportamento metabólico e motor semelhante ao observado no grupo controle. Nossos resultados nos permitem concluir que pacientes com EM possuem performance motora diminuída comparada a indivíduos não portadores. Entretanto, após tratamento por meio de repetição planejada de padrões funcionais de movimentação, é possível se obter comportamento motor e metabólico similar aos observados em sujeitos não portadores. Ainda, podemos concluir que os procedimentos de avaliação, planejamento e tratamento fisioterapêutico visando aumentar a tolerância à fadiga mostraram- se úteis para aplicação clínica.

Palavras-chave


fisioterapia, tratamento, mobilidade, metabolismo, fadiga, esclerose múltipla.

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DOI: https://doi.org/10.13037/rbcs.vol4n10.417

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