COMPOSIÇÃO CORPORAL E FORÇA DE PREENSÃO PALMAR EM IDOSAS FISICAMENTE ATIVAS DO PROGRAMA UNIATI UNIEVANGÉLICA

Grassyara Pinho Tolentino, Ana Luiza Neves Lima, Guilherme Nogueira de Oliveira, Iransé Oliveira Silva, Patrícia Espíndola Mota Venâncio

Resumo


Introdução e objetivo: Alterações na composição corporal podem influenciar na funcionalidade dos idosos. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi mensurar o estado nutricional e a força de preensão palmar em idosos fisicamente ativos, praticantes da modalidade ritmo. Materiais e métodos: A amostra foi composta por 31 idosas, a composição corporal foi mensurada através da bioimpedância elétrica tetrapolar e a força de preensão palmar pelo dinamômetro Jamar. As análises foram conduzidas em grupos de idades diferentes (? 68 e > 68 anos) e entre os indivíduos com índice de massa muscular adequada (IMMa > 6,75 kg/m2) e insuficiente (IMMi ? 6,75 kg/m2). As diferenças entre os grupos foram realizadas a partir do teste t de Student, para amostras independentes, e as correlações a partir do teste de Pearson. Resultado e conclusão: A composição corporal indicou que 43,8% das idosas possuíam gordura corporal excessiva e 64% massa muscular adequada. Observou-se que aquelas com idade superior a 68 anos apresentavam redução estatisticamente significante na massa corporal (p = 0,014) e no IMC (p = 0,025). A força de preensão palmar foi considerada adequada em 77%, quando avaliado o membro direito, e em 99% para o membro esquerdo. Não foram identificadas correlações entre as variáveis força e composição corporal. Concluiu-se que as mulheres avaliadas possuíam força adequada e massa magra satisfatória, em sua grande maioria, porém apresentavam percentual de massa gorda desfavorável, fazendo-se necessárias intervenções direcionadas à mudança do perfil de adiposidade nessa amostra.


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