AVALIAÇÃO DO PERFIL NUTRICIONAL E SOCIOECONÔMICO DE CRIANÇAS DE 1 A 5 ANOS DE IDADE QUE CONSOMEM MULTIMISTURA EM DOIS MUNICÍPIOS DA GRANDE SÃO PAULO - SP NUTRITIONAL PROFILE EVALUATION ANS SOCIONOMIC STATUS FROM 1 TO 5 YEARS OLD CHILDREN THAT INTAKE MULTI

Priscila Magalhães de Melo, Marli de Oliveira Obradovich, Rita Maria Monteiro Goulart, Celeste Elvira Viggiano

Resumo


Objetivo: Avaliar o perfil nutricional e socioeconômico de
crianças na faixa etária de 1 a 5 anos que consomem multimistura.
Metodologia: Foram aplicados 2 questionários
elaborados pelas próprias autoras para anamnese alimentar
com as variáveis peso, data de nascimento, idade e
freqüência alimentar dia, e outro questionário sobre o
aspecto socioeconômico com as variáveis: moradia, grau
de escolaridade dos pais e renda familiar. A amostra consistiu
de 35 crianças, sendo 15 crianças do município de Mauá e
20 crianças do município de São Caetano do Sul, e os
questionários foram aplicados às mães que se dispuseram a
responder as questões. Resultados: O estudo revelou uma
alimentação inadequada devido ao baixo poder aquisitivo
da população estudada. Quanto ao diagnóstico nutricional,
apresentou-se desnutrição em 11% das crianças, faixa de
risco em 9%, eutrofia em 71% e sobrepeso em 9%. Em relação ao perfil socioeconômico das 26 famílias avaliadas,
12 (46%) residem em casas alugadas; quanto ao grau de
escolaridade dos pais, 60-70% não concluíram o 1º grau, e
na variável renda familiar foi observada uma baixa distribuição
salarial. Conclusão: O estado nutricional da população
estudada apresenta um considerável índice de desnutrição
energético-protéica. Em contrapartida, é considerável
também o alto índice de eutrofia, mesmo sob condições
desfavoráveis, pois as crianças não dispõem de uma
alimentação adequada, o que pode ser atribuído à baixa
renda familiar e à baixa escolaridade. Isso nos faz supor que
o consumo da multimistura pode ser um coadjuvante na
redução da prevalência de desnutrição energético-protéica.

Palavras-chave


multimistura, desnutrição energéticoprotéica, inclusão e exclusão social.

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DOI: https://doi.org/10.13037/rbcs.vol2n3.477

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