GERENCIAMENTO DO CUIDADO DE ENFERMAGEM COM LESÕES DE PELE NO CONTEXTO RURAL: PERCEPÇÕES DE ENFERMEIROS

Gímerson Erick Ferreira, Patrícia Conferi Severo, Samanta Andresa Richter, Edemilson Pichek dos Santos, Vilma Constância Fioravante dos Santos, Êrica Rosalba Mallmann Duarte

Resumo


Introdução: A atenção primária à saúde (APS), eixo organizador e principal acesso dos usuários ao sistema de saúde, assume papel importante na proposição e no desenvolvimento de ações voltadas ao cuidado de pessoas com lesão de pele. O gerenciamento do cuidado voltado a essa especificidade é uma das responsabilidades do enfermeiro e, nesse sentido, é necessário que esse profissional esteja atento ao desenvolvimento e ao aperfeiçoamento de habilidades voltadas para o gerenciamento das ações clínicas no cuidado prestado para que este seja efetivo. Objetivo: Conhecer as especificidades e configurações para o gerenciamento do cuidado de enfermagem com lesões de pele no contexto rural. Método: Estudo descritivo-exploratório, de natureza qualitativa, realizado com enfermeiros da APS de um distrito de saúde da área rural, localizado na região metropolitana de Porto Alegre (RS). A coleta dos dados foi realizada através de entrevistas semiestruturadas, cujos resultados foram submetidos à análise de conteúdo temática. Resultados: Os dados coletados foram sistematizados em três categorias temáticas: especificidades da assistência à pessoa com lesão de pele no contexto rural; métodos de intervenção do enfermeiro no gerenciamento do cuidado; e configurações para gestão de recursos no cuidado da pessoa com lesão de pele. Conclusões: As particularidades do cuidado com lesões de pele no contexto rural, a depender do modo como são gerenciadas, interferem na efetividade das ações empreendidas, sendo necessário que o enfermeiro esteja atento ao estreitamento do vínculo com o paciente e desenvolva métodos de intervenção capazes de otimizar as práticas de gerenciamento de recursos com vistas à integralidade do cuidado.


Palavras-chave


Pele; saúde da população rural; atenção primária à saúde; gerenciamento da prática profissional; enfermagem

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DOI: http://dx.doi.org/10.13037/ras.vol16n55.4832