VIVÊNCIAS DE ADOLESCENTES E JOVENS DIAGNOSTICADOS COM DOENÇA RENAL CRÔNICA

Cristianne Teixeira Carneiro, Angelina Monteiro Furtado, Francis Kanashiro Meneghetti, Josilene Alves da Rocha Santos, Maria Augusta Rocha Bezerra, Maria Luzinete Rodrigues da Silva, Ruth Cardoso Rocha, Silvana Santiago da Rocha

Resumo


Introdução: adolescentes e jovens passam por marcantes modificações corporais peculiares da puberdade, acompanhadas por mudanças na esfera psicossocial. Essas mudanças quando associadas a uma doença crônica podem gerar a perda da autoestima e o medo. Objetivo: compreender as vivências de adolescentes e jovens com diagnóstico de Doença Renal Crônica. Método: estudo do tipo exploratório e descritivo, com abordagem predominantemente qualitativa, desenvolvido em uma clínica de nefrologia do município de Floriano (PI), com 13 adolescentes e jovens com faixa etária entre 10 e 29 anos. Os dados foram submetidos à análise de conteúdo. Resultados: a Doença Renal Crônica e o tratamento hemodialítico interferiram na inserção dos participantes no mercado de trabalho e apresentaram repercussões nas suas imagens corporais. A maior parte dos entrevistados revelou incômodo com a presença da fístula arteriovenosa. Entretanto, alguns participantes declararam sentir-se confortáveis com o tratamento e com a Doença Renal Crônica, apontando certa conformidade relacionada à espera do transplante e em relação ao corpo. Conclusão: é preciso que os profissionais de saúde estejam atentos às necessidades dos adolescentes e jovens e dos seus familiares para que possam, através do diálogo, apoiá-los na resolução das dificuldades encontradas.


Palavras-chave


Adolescente, Insuficiência Renal Crônica, Diálise Renal

Texto completo:

PDF

Referências


Hockenberry MJ, Wilson D. Wong fundamentos de enfermagem pediátrica. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2014.

Silva EMS, Silva LWS. Impacto da hemodiálise na vida de adolescentes acometidos pela insuficiência renal crônica. Adolesc Saude. 2011;8(1):43-50.

Bastos MG, Kirsztajn GM. Doença renal crônica: importância do diagnóstico precoce, encami¬nhamento imediato e abordagem interdisciplinar estruturada para melhora do desfecho em pacientes ainda não submetidos à diálise. J bras nefrol. 2011;33(1):93-108. doi: http://dx.doi.org/10.1590/S0101-28002011000100013.

Pennafort VPS, Queiroz MVO, Jorge MSB. Crianças e adolescentes renais crônicos em espaço educativo-terapêutico: subsídios para o cuidado cultural de enfermagem. Rev Esc Enferm USP. 2012;46(5):1057-65. doi: http://dx.doi.org/10.1590/S0080-62342012000500004.

Maciel AC, Miranda JOF. Perfil de crianças e adolescentes com insuficiência renal crônica acompanhados em unidades de nefrologia. J res fundam care online. 2013;5(3):94-103. doi: http://dx.doi.org/10.9789/2175-5361.2013.v5i3.94-103.

Schneider KLK, Martini JG. Cotidiano do adolescente com doença crônica. Texto & contexto enferm. 2011;20(spe):194-204. doi: http://dx.doi.org/10.1590/S0104-07072011000500025.

Marciano RC, Soares CMB, Diniz JSS, Lima EM, Silva JMP, Canhestro MR, et al. Transtornos mentais e qualidade de vida em crianças e adolescentes com doença renal crônica e em seus cuidadores. J bras nefrol. 2010;32(3):316-22. doi: http://dx.doi.org/10.1590/S0101-28002010000300014.

Sattoe JNT, Jedeloo S, Staa AV. Effective peer-to-peer support for young people with end-stage renal disease: a mixed methods evaluation of Camp COOL. BMC Nephrol. 2013;14:279. doi: https://doi.org/10.1186/1471-2369-14-279.

Fontanella BJB, Luchesi BM, Saidel MGB, Ricas J, Turato ER, Melo DG. Amostragem em pesquisas qualitativas: proposta de procedimentos para constatar saturação teórica. Cad saúde pública. 2011;27(2):388-94. doi: http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X2011000200020.

Bardin L. Análise de conteúdo. 7. ed. São Paulo (SP): Edições 70; 2011.

Ministério da Saúde (BR). Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012. Aprova as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Diário Oficial da União [Internet], Brasília (DF). 13 jul. 2013 [cited 2016 Jul 9]. Seção 1:59. Available from: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2013/res0466_12_12_2012.html

Campos CJG, Turato ER. Tratamento hemodialítico sob a ótica do doente renal: estudo clínico qualitativo. Rev bras enferm. 2010;63(5):799-805. doi: http://dx.doi.org/10.1590/S0034-71672010000500017.

Silva AS, Silveira RS, Fernandes GFM, Lunardi VL, Backes VMS. Percepções e mudanças na qualidade de vida de pacientes submetidos à hemodiálise: Rev bras enferm. 2011;64(5):839-44. doi: http://dx.doi.org/10.1590/S0034-71672011000500006.

Madeiro AC, Machado PDLC, Bonfim IM, Braqueais AR, Lima FET. Adesão de portadores de insuficiência renal crônica ao tratamento de hemodiálise. Acta paul enferm. 2010;23(4):546-51. doi: http://dx.doi.org/10.1590/S0103-21002010000400016.

Abreu IS, Kourrouski MFC, Santos DMSS, Bullinger M, Nascimento LC, Lima RAG, et al . Crianças e adolescentes em hemodiálise: atributos associados à qualidade de vida. Rev Esc Enferm USP. 2014;48(4):602-9. doi: http://dx.doi.org/10.1590/S0080-623420140000400005.

Oliveira DG, Guerra WL, Dias SB. Percepção do portador de insuficiência renal crônica acerca da prevenção da doença. Rev Enferm Integ. 2010;3(2):519-32.

Ribeiro CDS, Alencar CSM, Feitosa MCD, Mesquita MASB. Percepção do portador de doença renal crônica sobre o tratamento hemodialítico. R Interd. 2013;6(3):36-44.

Santos I, Rocha RPF, Berardinelli LMM. Qualidade de vida de clientes em hemodiálise e necessidades de orientação de enfermagem para o autocuidado. Esc Anna Nery Rev Enferm. 2011;15(1):31-8. doi: http://dx.doi.org/10.1590/S1414-81452011000100005.




DOI: http://dx.doi.org/10.13037/ras.vol16n57.5157