PREVALÊNCIA DA POLIFARMÁCIA NOS IDOSOS DE UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE NO ESTADO DE MINAS GERAIS

Priscila Assis da Silveira, Samuel Campos Silva, Karine Siqueira Cabral Rocha

Resumo


Introdução: Sabe-se que o uso excessivo de medicamentos é na atualidade um grande problema de saúde pública, que pode repercutir negativamente na vida dos indivíduos, principalmente na população idosa. De acordo com a Organização Mundial da Saúde a população idosa é aquela a partir de 60 anos de idade. Polifarmácia é a utilização de pelo menos cinco medicamentos de uso contínuo. Objetivo: Analisar a prevalência da polifarmácia em idosos de uma unidade básica de saúde (UBS), correlacionando com o gênero e a faixa etária. Metodologia: Trata-se de um estudo observacional retrospectivo dos idosos de uma UBS, no município de Patos de Minas, cadastrados no Sistema Único de Saúde. Resultados: De acordo com as análises, dos 282 participantes, 40,4% (114) encontravam-se em polifarmácia, sendo que 45,2% (84) eram mulheres e apenas 31,25% (30) eram homens. A pesquisa também mostrou uma relação significativa entre polifarmácia e faixa etária, onde 31,09% dos idosos entre 60 e 69 anos encontravam-se em polifarmácia, 46,49% dos entre 70 e 79 anos e 48,97% dos entre 80 e 89 anos. A prevalência encontrada de polifarmácia em idosos no presente estudo foi maior que os dados encontrados na literatura. Conclusão: Os dados analisados evidenciam a relação entre o gênero feminino com a polifarmácia, ou seja, ser idosa no estudo constituiu um fator de risco para polifarmácia.

Palavras-chave


Polimedicação, Idoso, Medicações.

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DOI: https://doi.org/10.13037/ras.vol16n58.5364

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