Além de estereótipos profissionais: o cotidiano de trabalhadores de sex shops

Kary Emanuelle Reis Coimbra, Webert Meireles Pacheco, Luiz Alex Silva Saraiva

Resumo


Os objetivos nesse artigo são: a) caracterizarocotidiano profissional de trabalhadores de sex shops; b) descrever seusrelacionamentos familiares, trabalhistas e sociais; e c) identificar se essestrabalhadores sofrem preconceito por parte da sociedade por conta doseu trabalho.Utilizando uma abordagem qualitativa, foram feitas entrevistasindividuais em profundidade com 10 trabalhadores de sex shops de Belo Horizonte, associadas a anotações de campo. Osdados coletados foram trabalhados de acordo com a técnica da análise deconteúdo. Entre os principais resultados, destaca-se a boa convivência dos entrevistadoscom seunúcleo familiar e social. Quanto à sociedade em geral, tais trabalhadores são preconceituosamenteassociados àprostituição ou à homossexualidade. Há duas implicações principais noestudo. A primeira se refere à questão da alteridade pelo distanciamento, poisse há aceitação dos que “perto” dos entrevistados estão, isso não ocorre com osque não se colocam em seu lugar por não conhecê-los. A segunda implicaçãodestaca a ambiguidade da temática. Sexo é assunto de todos; mas não deve ser explicitado, o quefaz da aproximação e da prática, e do distanciamento e do silêncio, variáveis de uma dinâmica socialcontraditória e a que os que trabalham profissionalmente em segmentos ligadosao sexo estão sujeitos.

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DOI: https://doi.org/10.13037/gr.vol30n90.2384

 

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