A RELAÇÃO ENTRE INTENSIDADE TECNOLÓGICA E GRAU DE INTANGIBILIDADE NO DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO DA INDÚSTRIA BRASILEIRA

Guilherme Afrânio Machado, Luciana Carvalho, Fernanda Maciel Peixoto

Resumo


Este trabalho buscou verificar a influência da intensidade tecnológica na relação entre o grau de intangibilidade e o desempenho econômico-financeiro na indústria brasileira. Para tanto, valeu-se da classificação da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A amostra envolveu empresas brasileiras listadas na BM&FBovespa de 2011 a 2015. A técnica estatística contou com dados em painel com efeitos fixos e aleatórios conforme teste Hausman. No que concerne às variáveis, para traduzir a dimensão intangível das organizações o grau de intangibilidade foi utilizado como variável dependente, enquanto retorno sobre ativos (ROA), retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) e retorno, medidos pela diferença do preço das ações ao longo do ano, foram empregados como variáveis independentes representando o desempenho econômico-financeiro. Os resultados revelaram que não existe diferença significativa quanto à relação intangibilidade-desempenho entre setores com alta e média-alta intensidade tecnológica e baixa e média-baixa intensidade tecnológica. Ademais, observou-se que o grau de intangibilidade não exerceu influência significativa em indicadores, como ROA, ROE e retorno, para a amostra e o período investigados.

 


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DOI: https://doi.org/10.13037/gr.vol33n99.4167

 

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