A UTILIZAÇÃO DA ABORDAGEM CENTRADA NA FAMÍLIA NA REABILITAÇÃO NEUROPEDIÁTRICA

Autores

  • Ana Carolina Simões Brichi
  • Alyne Kalyane Câmara Oliveira Universidade Federal de São Carlos

DOI:

https://doi.org/10.13037/rbcs.vol11n38.2006

Palavras-chave:

Reabilitação, Família, Desenvolvimento Infantil, Literatura de Revisão como Assunto.

Resumo

Introdução: Diante dos diferentes métodos utilizados para guiar o raciocínio terapêutico ao tratar crianças com desordens neuromotoras, destaca-se o advento do modelo centrado na família. Objetivos: Identificar práticas de intervenção com a abordagem centrada na família na reabilitação neuropediátrica, analisar como esta abordagem é utilizada com crianças com desordens neuromotoras e suas famílias, e identificar profissionais envolvidos nas ações com uso desta abordagem. Método: Trata-se de um estudo de revisão da literatura, em âmbito nacional e internacional, entre os anos de 2001 e 2011. Levantamento bibliográfico foi realizado nas bases de dados Lilacs, Scielo, Medline, Pubmed e Cinahal, com os termos: “prática centrada na família”, “abordagem centrada na família”, “reabilitação infantil”, “neuropediatria”, “disfunção motora” e “desordens neuromotoras”. Utilizou-se um formulário para identificar e categorizar o conteúdo dos artigos. Resultados: 19 artigos foram selecionados; na maioria (17) os profissionais lidam com a família como agente passivo da ação profissional/terapêutica, com características dos níveis I e II de atenção, da classificação descrita por Dunst acerca dos níveis de intervenção existentes; apenas 1 artigo com características do nível III; e 1 do nível IV, que de fato representa o modelo centrado na família; há um aumento no número de publicações que abordam a temática nos últimos anos, principalmente em âmbito internacional; e um caráter multidisciplinar da abordagem, com destaque para profissionais da Terapia Ocupacional e Fisioterapia. Conclusão: A prática centrada na família é uma tendência crescente, que implica em mudanças positivas na assistência infantil, todavia, quebrar paradigmas de intervenção envolve um processo lento.

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Biografia do Autor

Ana Carolina Simões Brichi

Terapeuta Ocupacional graduada pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM); Especialista em Intervenção em Neuropediatria pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Alyne Kalyane Câmara Oliveira, Universidade Federal de São Carlos

Terapeuta Ocupacional graduada pela Universidade Potiguar (UnP); Especialista em Intervenção em Neuropediatria e Reabilitação do Membro Superior pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar); Mestre em Terapia Ocupacional pela UFSCar; Doutoranda em Educação Especial também pela UFSCar.

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Publicado

24-01-2014

Edição

Seção

ARTIGOS DE REVISÃO