Caracterização físico-química e atividade antioxidante de amoreira-preta (Morus nigra L.)

Autores

  • Kimiyo Shimomura Haida Universidade Paranaense
  • Fábio José da Silva Universidade Paranaense
  • Silvia Renata Machado Coelho Universidade Estadual do Oeste do Paraná
  • Deison Soares de Lima Universidade Paranaense
  • Ricardo Marcelo Abrão Universidade Paranaense
  • Karina Yuli Haida Universidade Paranaense

DOI:

https://doi.org/10.13037/rbcs.vol12n40.2185

Palavras-chave:

antioxidantes, compostos fenólicos, ácido ascórbico.

Resumo

O presente trabalho teve como objetivo caracterizar a influência do congelamento em polpa de amora-preta sobre suas características físico- químicas, atividade antioxidante e compostos fenólicos. As amostras foram coletadas em estado de maturação ideal, separados em quatro recipientes esterilizados com uma porção de 500 g; o primeiro recipiente foi utilizado imediatamente e demais congelados a -30ºC. As frutas foram submetidas a análises em tempo zero (in natura), após 30, 60 e 90 dias de congelamento. As analises físico-químicas foram preconizadas pelo Instituto Adolfo Lutz, atividade antioxidante pela captura do radical livre DPPH e compostos fenólicos pelo método Folin- Ciocalteu. No decorrer do experimento houve variação estatística significante nos testes físico-químicos com exceção de cinzas totais que se manteve constante. Atividade antioxidante se manteve ótima em frutos frescos nas concentrações de 80 a 40mg/mL, a partir de 30 dias de congelamento já ocorreu perda dessa propriedade em sequestrar RLS, porém mantiveram a mesma capacidade de outros antioxidantes como ácido ascórbico, rutina e ácido gálico, nos demais períodos foram inferiores a esses padrões. A taxa decrescente de compostos fenólicos ficou evidenciada concomitantemente com redução da capacidade seqüestradora de radicais, pois dados mostram a interação entre compostos fenólicos e atividade antioxidante. Os resultados obtidos sugerem que frutos de amora-preta podem ser armazenados em congelamento conservando seus compostos funcionais no período máximo de 60 dias, sendo possível a utilização em produtos alimentícios, fármacos e cosméticos, porém estudos mais específicos são necessários para mostrar suas reais aplicações.

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Biografia do Autor

Kimiyo Shimomura Haida, Universidade Paranaense

Farmacêutica-Bioquímica, Mestre em Ciência dos Alimentos.Docente dos Cursos de Biomedicina, Enfermagem e Estética.Tem trabalhos publicados nas Revistas Semina, Revista Brasileira de Avicultura, Revista Pesquisa e Saude, entre outras.

Fábio José da Silva, Universidade Paranaense

Biólogo, egresso  do Programa de Iniciação Científica da Universidade Paranaense.

Silvia Renata Machado Coelho, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Engenheira Agrônoma, Doutora em Ciências dos Alimentos, Docente da Universidade Estadual do Oeste do Paraná.

Deison Soares de Lima, Universidade Paranaense

Biomédico,  Doutor em Imunologia, Docente Titular dos Cursos de Biomedicina e Enfermagem.

Ricardo Marcelo Abrão, Universidade Paranaense

Biomédico, Doutor em Patologia, Docente Titular dos Cursos de Biomedicina e Enfermagem.

Karina Yuli Haida, Universidade Paranaense

Nutricionista e Enfermeira, egressa do PIBIC da Universidade Paranaense

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Publicado

23-05-2014

Edição

Seção

ARTIGOS ORIGINAIS