O Conceito de Esfera Pública Interconectada e o Site Webcidadania no Brasil

Autores

  • Eduardo Henrique Diniz Escola de Administração de Empresas de São Paulo - Fundação Getulio Vargas - EAESP/FGV
  • Manuella Maia Ribeiro Escola de Administração de Empresas - FGV

DOI:

https://doi.org/10.13037/gr.vol28n83.1581

Resumo

Os recentes episódios de manifestações no oriente médio, chegando até a derrubada de governos, podem representar a emergência de uma cultura crítica propiciada pelos meios de comunicação e TICs modernos. A grande modificação da economia informacional em rede na esfera pública é disponibilizar ferramentas que permitam que um cidadão não seja passivo na busca pela informação, mas possa participar da construção da informação e com isso ser ativo no processo de fiscalizar e garantir um rumo democrático para seu país, estado ou cidade. O objetivo deste artigo é fazer uma análise da participação cidadã via web no Brasil por meio da análise do site Webcidadania. Atualmente estão disponíveis neste site 21 projetos que foram agrupados em três categorias a partir do conceito teórico de esfera pública interconectada. As três categorias utilizadas no artigo são: criação de conteúdo; discussão e colaboração; disponibilização de informação. Proposta por Benkler (2006), o conceito de esfera pública interconectada modifica a definição original habermasiana de esfera pública, e busca novos entendimentos sobre ela a partir das possibilidades apresentadas pelas novas tecnologias interativas associadas à Internet, como blogs, páginas web, twitter etc. As etapas da construção do artigo foram: revisão literatura sobre esfera pública virtual; realização um estudo de caso exploratório sobre o movimento de cidadania via web no Brasil, a partir dos casos empíricos apresentados no site Webcidadania; classificação dos casos brasileiros de acordo com as características da esfera pública interconectada; verificação da relação entre os casos brasileiros e o conceito de esfera pública virtual. O artigo ainda analisou perfis otimista, pessimistas e moderados entre os autores que se dedicam a estudar a relação entre esfera pública e as novas tecnologias interativas. Como contribuição teórica, o artigo destaca e se propõe a testar o conceito de uma esfera pública relacionada ao uso das novas tecnologias que permita aos cidadãos participem ativamente da esfera pública e com isso gerar algum tipo de impacto na sociedade. Como contribuição para a prática da gestão, o artigo analisa casos brasileiros que Alguns projetos se encaixam em mais de uma categoria, mas os casos brasileiros analisados demonstram suas similaridades com as características da esfera pública interconectada de Benkler: ser voluntário; permitir a participação de qualquer cidadão; disponibilizar os documentos para análise do cidadão e não ser hierarquizado.

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Biografia do Autor

Eduardo Henrique Diniz, Escola de Administração de Empresas de São Paulo - Fundação Getulio Vargas - EAESP/FGV

Professor da EAESP/FGV - Escola de Administração de Empresas de São Paulo - Fundação Getulio Vargas

Manuella Maia Ribeiro, Escola de Administração de Empresas - FGV

Mestre em Administração Pública e Governo, EAESP/FGV - Escola de Administração de Empresas de São Paulo - Fundação Getulio Vargas.

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Publicado

07-09-2012