TEORIA DA ATRIBUIÇÃO E DO NÍVEL DE INTERPRETAÇÃO EM RELAÇÃO À PROBLEMÁTICA AMBIENTAL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.13037/gr.vol38n115.7427

Palavras-chave:

Questão ambiental; sustentabilidade; teoria da atribuição; teoria do nível de interpretação.

Resumo

O trabalho teve como objetivo verificar as teorias da atribuição e do nível de interpretação em relação à problemática ambiental, aqui especificamente concernente aos resíduos (lixo). Sendo assim, elaborou-se um referencial teórico acerca da evolução da discussão ambiental e da emergência dos conceitos de desenvolvimento sustentável e sustentabilidade, bem como sobre as teorias da atribuição e do nível de interpretação. O método se caracterizou por uma abordagem quantitativa, realizada por meio de uma série de nove levantamentos (surveys) junto a 259 participantes, investigando a qual agente os participantes atribuíam a culpa pela geração de lixo, de acordo com diversas manipulações no texto informativo. Com isso, sobressaiu a clara dificuldade e resistência dos participantes em assumir sua parcela de culpa pelo lixo e/ou se aproximar dessa, sendo      repetidamente      atribuída      culpa para os demais agentes. Isso aconteceu apesar do informe gradualmente mais incisivo no decorrer dos tratamentos empregados. Como consequência, reflete-se uma tendência de distanciamento e abstração quanto às questões ambientais, o que pode contribuir para um baixo engajamento em atitudes posteriores relacionadas a      isso.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Taís Pasquotto Andreoli, Professora Adjunta EPPEN / UNIFESP - Osasco/SP

* Graduação em Administração (Universidade Estadual de Maringá - UEM) * Mestrado em Administração (Universidade de São Paulo - USP) * Doutorado em Administração (Universidade Municipal de São Caetano do Sul - USCS)

Leandro Campi Prearo, Professor - Dedicação exclusiva da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS)

Doutorado em Administração - PPGA FEA USP pela Universidade de São Paulo, Brasil(2013)

 

Referências

ACSELRAD, Henri. “Sustentabilidade, Espaço e Tempo.” Meio Ambiente: Questões Conceituais I. Editado por Selene C. Herculano Niterói, RJ: PGCA – Riocor, 2000.

ANDREOLI, T. P.; BATISTA, L. L. Pareço Verde, Logo Sou? Uma Análise das Associações Feitas Após Exposição a Peças Publicitárias Com Apelos Verdes. Revista Interdisciplinar de Marketing, v. 9, n. 2, p. 113-125, 10 set. 2020.

ANDREOLI, T. P.; CRESPO, A.; MINCIOTTI, S. What has been (short) written about greenwashing: a bibliometric research and a critical analysis of the articles found regarding this theme. Rev. Gestão Soc. Ambient. RGSA, v. 11, p. 54, 2017. DOI: https://doi.org/10.24857/rgsa.v11i2.1294

BARONI, M. Ambigüidades e deficiências do conceito de desenvolvimento sustentável. Revista de administração de empresas, v. 32, p. 14-24, 1992. DOI: https://doi.org/10.1590/S0034-75901992000200003

BRUGGER, A.; MORTON, T.A.; DESSAI, S. “Proximising” climate change

reconsidered: A construal level theory perspective, Journal of Environmental Psychology, v. 46, p. 125-142, 2016. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jenvp.2016.04.004

CARSON, R. Silent Spring. Houghton Mifflin Company; Boston, MA, USA, 1962.

DINIZ, E. M.; BERMANN, C. Economia verde e sustentabilidade. Revista Estudos avançados, v. 26, n. 74, p. 323-329, 2012. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-40142012000100024

FISKE, S. T.; TAYLOR, S. E. Social cognition. 2nd ed. New York: McGraw-Hill, 1991.

GUTTRY, C.; DORING, M.; RATTER, B. How Distant is Climate Change? Construal Level Theory Analysis of German and Taiwanese Students Statements. International Journal of Asian Social Science, v. 7, n. 5, p. 434-447, 2017 DOI: https://doi.org/10.18488/journal.1.2017.75.434.447

HUR, J. D., KOO, M.; HOFMANN, W. When Temptations Come Alive: How Anthropomorphism Undermines Self-Control. Journal of Consumer Research, v. 42, n. 2, p. 340-358, 2015. DOI: https://doi.org/10.1093/jcr/ucv017

LEFF, E. Saber ambiental: sustentabilidade, racionalidade, complexidade, poder. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005.

LENZI, C. L. Sociologia ambiental: risco e sustentabilidade na modernidade. São Paulo: Anpocs/Edusc, 2006.

LIRA, Sandro Haoxovell; FRAXE, Therezinha de Jesus Pinto. O percurso da sustentabilidade do desenvolvimento: aspectos históricos, políticos e sociais. Revista Monografias Ambientais, v. 14, n. 2, 2014. DOI: https://doi.org/10.5902/2236130812618

LOPES, F. F. P.; FREITAS, A. A. F. As Reações dos Consumidores diante das Falhas de Serviços a partir da Teoria da Atribuição. Revista de Ciências da Administração, v. 17, n. 41, p. 37-50, 2015. DOI: https://doi.org/10.5007/2175-8077.2015v17n41p37

MALLE, B. F. Attribution theories: How people make sense of behavior. Theories in social psychology, v. 23, p. 72-95, 2011.

MARCON, G. A.; SORIANO-SIERRA, E. J. Etnografia como estratégia investigativa da cultura organizacional para a sustentabilidade. Revista de Gestão Social e Ambiental, v. 11, n. 1, p. 38, 2017. DOI: https://doi.org/10.24857/rgsa.v11i1.1234

NASCIMENTO, Elimar Pinheiro do. Trajetória da sustentabilidade: do ambiental ao social, do social ao econômico. Revista Estudos Avançados, v. 26, n. 74, p. 51-64, 2012. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-40142012000100005

O'CONNOR, J.; KEIL, M. The effects of construal level and small wins framing on an individual's commitment to an environmental initiative. Journal of environmental psychology, v. 52, p. 1-10, 2017. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jenvp.2017.04.010

OLIVEIRA, Leandro Dias. Os “Limites do Crescimento” 40 anos depois: Das “Profecias do Apocalipse Ambiental” ao “Futuro Comum Ecologicamente Sustentável”, Revista Continentes (UFRJ), ano 1, n.1, 2012.

PETARNELLA, L.; HOURNEAUX JUNIOR, F.; SILVEIRA, A. A inserção da sustentabilidade nos programas de pós-graduação stricto sensu em administração: a ótica dos especialistas. RACE, Unoesc, v. 15, n. 1, p. 227-250, jan./abr. 2016. DOI: https://doi.org/10.18593/race.v15i1.8776

PINSKY, V.C; DIAS, J.L; KRUGLIANSKAS, I. Gestão estratégica da sustentabilidade e inovação. Rev. Adm. UFSM, Santa Maria, v. 6, n. 3, p. 465-480, set. 2013. DOI: https://doi.org/10.5902/1983465910020

REILLY, T. M. An attribution theory model of consumer behavior in times of marketing crisis. Tese de Doutorado. The University Of Nebraska-Lincoln, 2014.

SACHS, I. Desenvolvimento: includente, sustentável, sustentado. Rio de Janeiro: Garamond, 2004.

SCANELL, L.; GIFFORD, R. Personally relevant climate change: The role of place attachment and local versus global message framing in engagement. Environment and Behavior, v. 45, n. 1, p. 60-85, 2013. DOI: https://doi.org/10.1177/0013916511421196

SCHONEFELD, J. J.; MCCAULEY, M. R. Local is not always better: The impact of climate information on values, behavior and policy support. Journal of Environmental Studies and Sciences, v. 6, n. 4, p. 724-732, 2016. DOI: https://doi.org/10.1007/s13412-015-0288-y

SPENCE, A.; PIDGEON, N. F. Framing and communicating climate change: The effects of distance and outcome frame manipulations. Global Environmental Change, v. 20, n. 4, p. 656-667, 2010. DOI: https://doi.org/10.1016/j.gloenvcha.2010.07.002

TROPE, Y.; LIBERMAN, N. Construal-level theory of psychological distance. Psychological Review, 117(2), 440-463, 2010. DOI: https://doi.org/10.1037/a0018963

TROPE, Y.; LIBERMAN, N.; WAKSLAK, C. Construal levels and psychological distance: Effects on representation, prediction, evaluation, and behavior. Journal of consumer psychology, v. 17, n. 2, p. 83-95, 2007. DOI: https://doi.org/10.1016/S1057-7408(07)70013-X

WEINER, B. Attributional thoughts about consumer behavior. Journal of Consumer research, v. 27, n. 3, p. 382-387, 2000. DOI: https://doi.org/10.1086/317592

WILLIAMS, L. E.; STEIN, R.; GALGUERA, L. The distinct affective consequences of psychological distance and construal level. Journal of Consumer Research, v. 40, n. 6, p. 1123-1138, 2014. DOI: https://doi.org/10.1086/674212

Publicado

2022-09-01

Como Citar

Andreoli, T. P., & Campi Prearo, L. (2022). TEORIA DA ATRIBUIÇÃO E DO NÍVEL DE INTERPRETAÇÃO EM RELAÇÃO À PROBLEMÁTICA AMBIENTAL . Gestão & Regionalidade, 38(115). https://doi.org/10.13037/gr.vol38n115.7427

Artigos Semelhantes

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.