Comparação da temperatura local após diferentes métodos de resfriamento tecidual

Mikhail Santos Cerqueira, Andréa Thiebaut, Rafael Pereira, Luciano Garcia Pereira

Resumo


INTRODUÇÃO: O resfriamento tecidual com fins terapêuticos tem sido referenciado como crioterapia, e seu uso no campo esportivo amplamente difundido. É descrito na literatura que a forma e o local de aplicação podem influenciar o nível de resfriamento. OBJETIVOS: Comparar o resfriamento cutâneo obtido pela aplicação de duas modalidades de crioterapia, bolsa de gelo e bolsa de gel. MÉTODOS: Dez voluntários foram submetidos a três procedimentos com duração de 20 minutos cada: bolsa de gel (GEL), bolsa de gelo (GELO) e exposição à temperatura ambiente (CONTROLE). O resfriamento foi realizado na região anterolateral da perna e em três dias distintos, sendo a ordem de execução randômica. A temperatura superficial foi mensurada na região anterolateral da perna com um termômetro infravermelho previamente (PRE) e imediatamente após cada procedimento (POS). Para comparação dos valores da temperatura superficial local das medidas PRE e POS de cada procedimento foi utilizado ANOVA com medidas repetidas (três grupos x duas medidas). Foi adotado o nível de significância de p<0,05. RESULTADOS: Houve diferença significativa da temperatura local entre as medidas PRE e POS para os procedimentos GEL e GELO (p<0,05). A comparação da variação da temperatura mostrou maior queda da temperatura na condição GELO, alcançando temperaturas dentro da fixa de resfriamento terapêutica (i.e., < 13oC). A condição GEL também causou queda significativa da temperatura superficial quando comparado à condição CONTROLE, no entanto, não alcançou temperaturas dentro da faixa terapêutica. CONCLUSÕES: O resfriamento tecidual através de bolsa de gelo é mais eficaz quando comparado à bolsa de gel.


Palavras-chave


Fisioterapia

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DOI: https://doi.org/10.13037/rbcs.vol11n36.1877

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