FISIOTERAPIA DESCONGESTIVA NO LINFEDEMA DE MEMBROS SUPERIORES PÓS-MASTECTOMIA: ESTUDO RETROSPECTIVO.

Pascale M. Tacani, Renata Aparecida Lucas Camargo, Gabriella da Silva, Bruna Cristina Moreira, Pérsia Aline Nóbrega Batista, Debora Montezello, Aline Fernanda Peres Machado, Rogério Eduardo Tacani, João Carlos Guedes Sampaio Goes

Resumo


Introdução: O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e a maior causa de óbitos por câncer na população feminina no Brasil. Apesar dos avanços em seu tratamento, muitos pacientes evoluem com linfedema nos membros superiores. A fisioterapia tem papel essencial, pois uma vez instalado, o linfedema, afeta a qualidade de vida do paciente pelas importantes alterações físicas, psíquicas e sociais. Objetivo: Avaliar os efeitos da fisioterapia descongestiva no linfedema de membros superiores em pacientes pós-operatório de câncer de mama, por meio de análise retrospectiva de prontuários. Materiais e métodos: Estudo retrospectivo de 44 prontuários de pacientes com diagnóstico de câncer de mama e submetidos à mastectomia unilateral ou bilateral com esvaziamento axilar, atendidos no ambulatório de fisioterapia do IBCC, no período de agosto/2008 a dezembro/2009. O teste de Wilcoxon foi utilizado para as variáveis dor, perimetria e volume estimado e o teste de Igualdade de Duas Proporções para a sensibilidade superficial. O nível de significância foi estipulado em 5% (p<0,05). Resultados: Dos 44 prontuários analisados foram incluídos 59,09%, sendo 96,15% do gênero feminino e faixa etária média de 60,68±10,05 anos. Observou-se redução significante de dor (p=0,030), da perimetria para ambos os membros superiores, exceto para +10cm e -10cm no esquerdo, do volume estimado do membro afetado de 2.327±499 ml para 2.137±531 ml (p<0,001) e de hiperestesia (p=0,040) e hipoestesia (p=0,022). Conclusões: A fisioterapia descongestiva se mostrou eficaz na redução do linfedema no pós-operatório de câncer de mama.


Palavras-chave


Linfedema, Mastectomia, Neoplasias da Mama, Modalidades de Fisioterapia, Reabilitação.

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DOI: https://doi.org/10.13037/rbcs.vol11n37.1884

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