Terapia imunossupressora no transplante de fígado: contribuição para a enfermagem

Raphael Colares de Sá, Camilo Reuber de Sousa Soares

Resumo


Introdução: Todos os pacientes submetidos ao transplante de fígado necessitam de tratamento ao longo da vida com medicamentos imunossupressores com o intuito de evitar a rejeição do enxerto. Objetivos: O presente estudo tem por objetivo caracterizar a terapia imunossupressora utilizada no transplante de fígado e propor intervenções de enfermagem ao manejo deste grupo terapêutico. Métodos: Trata-se de uma pesquisa documental e bibliográfica, de caráter descritivo, realizada a partir dos protocolos clínicos de transplante de fígado das instituições transplantadoras do estado do Ceará. A partir dos protocolos, identificaram-se os imunossupressores utilizados no transplante de fígado e estes foram caracterizados a partir da literatura especializada e atualizada na área de medicina e farmacologia. Procedeu-se ainda com a discussão sobre o adequado manejo dessa terapia pela equipe de enfermagem a partir das evidências das bases Micromedex e UpToDate. Resultados: Os agentes imunossupressores possuem características específicas relacionadas às suas indicações, aos mecanismos de ação, aos efeitos adversos e às interações medicamentosas, no qual o conhecimento e compreensão dessas características são fundamentais ao manejo da terapia visando à adequada função do enxerto. Nesse cenário, a equipe de enfermagem possui responsabilidades não apenas na administração dos imunossupressores, mas também em monitorar os resultados, prever complicações e na educação em saúde dos pacientes e familiares. Conclusões: O manejo dos imunossupressores exige profissionais de enfermagem embasados cientificamente no que concerne às suas características e aos seus cuidados relacionados, a fim de garantir uma terapia segura e eficaz, como suporte para o paciente com orientações pertinentes, garantindo seu empoderamento no próprio processo de cuidar.


Palavras-chave


transplante de fígado; imunossupressores; enfermagem

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DOI: https://doi.org/10.13037/ras.vol14n50.3992

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