Team - Based Learning - TBL: Estratégia educacional para agente comunitário de saúde sobre anomalias craniofaciais

Autores

Palavras-chave:

Agentes Comunitário de Saúde, Anomalia craniofacial, Aprimoramento, Educação em Saúde.

Resumo

Introdução: O Agente Comunitário de Saúde possui vínculo direto com a comunidade e o serviço de saúde. Desse modo, constantes atualizações sobre novas temáticas para atuarem na promoção e prevenção de saúde é fundamental, sendo uma delas a anomalia craniofacial. Objetivo: Verificar a efetividade do Team-Based Learning-TBL num programa de aprimoramento com Agente Comunitário de Saúde sobre anomalia craniofacial. Método: Trata-se de um aprimoramento na temática de anomalia craniofacial, com pré e pós teste em grupo único. Realizado dois encontros com uso da metodologia TBL e com suporte do material virtual disponibilizado pelo Projeto Crânio-face Brasil de Bauru/SP. Os temas abordados foram: conceito sobre anomalia craniofacial, as causas, condutas de prevenção e tratamento. Para análise dos foi aplicado um questionário individual pré e pós com perguntas sobre o conteúdo apresentado. Resultados: A casuística constou de 27 Agentes Comunitário de Saúde correspondente as Estratégias de Saúde da Família vinculadas ao Hospital do IMIP. Os cursistas eram de ambos os gêneros, com idade média de 41,7anos, nível de formação prevalente ao ensino médio e média de 17anos de experiência. No período prévio ao aprimoramento houve um baixo percentual de acertos, enquanto no período pós, uma elevação acima de 70%. Quanto a utilização do TBL, observado quase 90% e 100% de acertos individualmente e grupal, respectivamente. Conclusões: Os resultados deste estudo comprovam êxito no aprimoramento com utilização do TBL proposto para os ACS sobre a temática da anomalia craniofacial.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Taise Ferreira de Lima Galdino, Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira- IMIP

Fonoaudióloga residente em Saúde da Família pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira- IMIP, Recife/PE, Brasil.

Referências

REFERÊNCIAS

Ministério da Saúde (Brasil). O trabalho do Agente Comunitário de Saúde. Brasília, DF: Ministério da Saúde; 2009a. 88p.

Filgueiras AS, Silva ALA. Agente Comunitário de Saúde: um novo ator no cenário da saúde do brasil. Physisrevista de Saúde Coletiva. 2010 [acesso 2019 Dez 19]; 3(21): 899-915.

Tonhom SFR, Peres CRFB, Santos IB, Chirelli MQ, Caldas Junior, AL. Formação do agente comunitário de saúde: compreensão do processo pedagógico a partir do grupo focal. Atas Ciaiq2019. 2019 [acesso 2020 Jan 10];1(1): 844-852.

Bühre R. Lições da Pastoral da Criança: entrevista com Zilda Arns Neumann. Estudos Avançados. 2003 [acesso 2020 Fev 12];17(48):63-75. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/s0103-40142003000200006.

Brasil. Lei nº 13.595, de 5 de janeiro de 2018. Altera a Lei nº 11.350, de 5 de outubro de 2006, para dispor sobre a reformulação das atribuições, a jornada e as condições de trabalho, o grau de formação profissional, os cursos de formação técnica e continuada e a indenização de transporte dos profissionais Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias. Diário Oficial da União [internet]. Brasilia, DF; 2018 [acesso em 2020 Fev 20]. Disponivel em: <http://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/10859112/do1-2018-04-18-lei-n-13-595-de-5-de-janeiro-de-2018-10859108>.

Neves LES, Oliveira AA, Silva BH, Melo DB, Couto JMLA, Barros NCG, Figueira MAS, Pereira RM. Use of media resources as educational strategy for the training of community health agents in craniofacial anomalies. Atin Am J Telehealth. 2018 [acesso 2020 Mar 12]; 1(5): 28-32.

Santos KT, Saliba NA, Moimaz SAS, Arcieri RM, Carvalho ML. Agente comunitário de saúde: perfil adequado a realidade do Programa Saúde da Família? Ciência & Saúde Coletiva. 2011 [acesso 2020 Mar 10]; 16(1):1023-1028. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/s1413-81232011000700035.

Neves LES. Educational Strategy for Community Health Agents in the City of Recife: knowing Craniofacial Anomalies. Latin Am J Telehealth. 2017 [acesso 2020 Abr 10]; 3(4):256-260.

Araújo ES, Jacob-Corteletti LCB, Abramides DVM, Alvarenga KF. Capacitação de agentes comunitários de saúde na área de saúde auditiva infantil: retenção da informação recebida. Revista Cefac. 2015 [acesso 2020 Abr 20]; 17(2):445-453. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/1982-0216201511913.

Sousa LC, Moraes MCAF, Souza CDR, Silva H, Silva ÉG, Reis LCS, Silva PP, Maximiano LP. Ambiente virtual de aprendizagem: contribuições da terapia ocupacional a pais e familiares na assistência de crianças com anomalias craniofaciais. Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional. 2017 [acesso 2020 Mai 18]; 25(2):255-266. Disponível em: http://dx.doi.org/10.4322/0104-4931.ctoAO0926.

Garib DG, Alencar BM, Ferreira FV, Ozawa TO. Anomalias dentárias associadas: o ortodontista decodificando a genética que rege os distúrbios de desenvolvimento dentário. Dental Press J. Orthod. 2010 [acesso 2020 Abr 15]; 15(2):138-157.

March Of Dimes Birth Defects Foundation (MDBDF). March of dimes global report on birth defects: the hidden toll of dying and disabled children. (Org.). Christianson, A.; Howson C.P.; Modell, B. [internet] 2006 [acesso 2020 Abr 23];8-53, Disponível em: <https://www.marchofdimes.org/global-report-on-birth-defects-the-hidden-toll-of-dying-and-disabled-children-full-report.pdf>.

Monlleó IL, Mendes LGA, Gil-Da-Silva-Lopes VL. Manual de cuidados de saúde e alimentação da criança com fenda oral. (Org.). Projeto crânio-face Brasil. [internet] 2014 [acesso em 2020 Mai 20]; 1-23. Disponível em: <https://www.fcm.unicamp.br/fcm/sites/default/files/paganex/manual_fof_final.pdf>.

Oliveira BLCA, Lima SF, Rodrigues LS, Pereira Júnior GA. Team-Based Learning como Forma de Aprendizagem Colaborativa e Sala de Aula Invertida com Centralidade nos Estudantes no Processo Ensino-Aprendizagem. Revista Brasileira de Educação Médica. 2018 [acesso 2020 Mai 13];42(4):86-95. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/1981-52712015v42n4rb20180050.

Krug RR, Vieira MSM, Maciel MVA, Erdmann TR, Vieira FCF, Koch MC, Grosseman S. O “Bê-Á-Bá” da Aprendizagem Baseada em Equipe. Revista Brasileira de Educação Médica. 2016 [acesso 2020 Fev 22];40(4):602-610. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/1981-52712015v40n4e00452015.

Ministério da Saúde (Brasil). Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília, DF; 2017 [acesso em 30 Mar 2020]. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt2436_22_09_2017.html>

Gouvêa GR, Silva Mav, Pereira Ac, Mialhe Fl, Cortellazzi Kl, Guerra LM. Evaluation of knowledge of Oral Health of Community Health Agents connected with the Family Health Strategy. Ciência & Saúde Coletiva. 2015 [acesso 2020 Abr 22]; 20(4):1185-1197. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232015204.00682014.

Andrade A, Borges VMS, Sleifer P. Efetividade de um programa de capacitação sobre saúde auditiva para agentes comunitários de saúde. Revista de atenção à saúde. 2020 [acesso 2020 Mai 22]; 18(63):52-64. Disponível em: http://dx.doi.org/10.13037/ras.vol18n63.5724.

Organização Mundial de Saúde: primary ear and hearing care training resource: basic, intermediate and advanced levels. [internet] 2006 [acesso em 20 Mar. 2020]. Disponível em: <http://www.who.int/pbd/deafness/ activities/hearing_care/en/index.html>.

Ministério da Saúde (Brasil). Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Departamento de Gestão da Educação na Saúde. Política Nacional de Educação Permanente em Saúde: o que se tem produzido para o seu fortalecimento?. Brasília, DF: Ministério da Saúde; 2018. 73p.

Maciazeki-Gomes RC, Souza CD, Baggio L, Wachs F. O trabalho do agente comunitário de saúde na perspectiva da educação popular em saúde: possibilidades e desafios. Ciência & Saúde Coletiva. 2016 [acesso 2020 Mai 22];21(5):1637-1646. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232015215.17112015.

Peruzzo HE, Bega AG, Lopes APAT, Haddad MCFL, Peres AM, Marcon SS. The challenges of teamwork in the family health strategy. Escola Anna Nery. 2018 [acesso 2020 Mai 22]; 22(4):1-9. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/2177-9465-ean-2017-0372.

Nascimento CMB, Lima MLLT, Sousa FOS, Novaes MA, Galdino DR, Silva ÉCH, Leitão GGS, Silva TPS. Telefonoaudiologia como estratégia de educação permanente na atenção primária à saúde no Estado de Pernambuco. Revista Cefac. 2017 [acesso 2020 Abr 23];19(3):371-380. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/1982-0216201719314716.

Colares KTP, Oliveira W. Metodologias Ativas na formação profissional em saúde: uma revisão. Revista Sustinere. 2019 [acesso 2020 Fev 12];6(2):300-320. Disponível em: http://dx.doi.org/10.12957/sustinere.2018.36910.

Alvarenga KF, Bevilacqua MC, Martinez MANS, Melo TM, Blasca WQ, Taga MFL. Proposta para capacitação de agentes comunitários de saúde em saúde auditiva. Pró-fono Revista de Atualização Científica. 2008 [acesso 2020 Mar 24]; 20(3):171-176. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/s0104-56872008000300006.

Diniz PRB, Sales FJR, Novaes MA. Providing Telehealth Services to a Public Primary Care Network: the experience of redenutes in pernambuco, brazil. Telemedicine And E-health. 2016 [acesso 2020 Mai 25];22(8):694-698. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1089/tmj.2015.0209.

Publicado

27-01-2021