Estressores em adolescentes sobreviventes de câncer

Michele Daiane Birck, Áderson Luiz Costa Junior

Resumo


Objetivo: Descrever e analisar os principais estressores relatados pelos sobreviventes de câncer infantil sob o ponto de vista destes e de seus pais/cuidadores. Materiais e método: Participaram do estudo 8 adolescentes sobreviventes de câncer vinculados à Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias (Abrace), no Distrito Federal, bem como seus cuidadores (8 mães, 2 pais e 1 avó). Como critérios de inclusão, os adolescentes deveriam ser sobreviventes de câncer primário (independentemente do tipo), tendo finalizado o tratamento hospitalar, em função da cura da neoplasia, entre cinco e doze anos antes da pesquisa, ter idade mínima de 12 e máxima de 18 anos no momento da coleta e poderiam ser de ambos os sexos. Os instrumentos utilizados foram o Youth Self Report (YSR), para avaliação dos estressores nos jovens sobreviventes, e o Child Behavior Checklist (CBCL), respondido pelos pais/cuidadores. Resultados: Os principais estressores dos sobreviventes estão relacionados a retraimento e depressão, bem como a problemas de atenção. Conclusão: Os dados de comparação entre respostas dos pais e dos filhos sugerem que, apesar de serem bons informantes de problemas emocionais e comportamentais de seus filhos, os pais podem subestimar a capacidade dos sobreviventes em lidar com sintomas de ansiedade e depressão.


Palavras-chave


Psicologia

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DOI: https://doi.org/10.13037/rbcs.vol13n43.2374

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