Perfil epidemiológico de pacientes atendidos em uma rede ambulatorial do Hiperdia Minas em Governador Valadares-MG

Ludmilla Grossi Furtado Saraiva, Patrícia Grossi Dornelas, Stefany Bruno de Assis Cau, Luciana Karen Calábria

Resumo


Introdução: As doenças crônicas não transmissíveis, como a hipertensão arterial e o diabetes mellitus, têm sido causa do aumento no número de óbitos e da perda da qualidade de vida. Objetivo: Considerando a importância das doenças crônicas não transmissíveis e das ações do Programa Hiperdia, realizou-se um estudo epidemiológico da população diabética e/ou hipertensa. Materiais e Métodos: Estudo transversal realizado em Governador Valadares-MG, com 315 adultos (?18 anos) entrevistados na Policlínica Central da cidade utilizando questionário semiestruturado. Resultados: O diagnóstico sociodemográfico revelou maioria do sexo feminino, idosa, aposentada, com baixa renda e baixo nível de escolaridade. Do total, 47,6% são diabéticos, 83,8% hipertensos e 31,4% com ambas as condições, sendo as mulheres maioria nessas variáveis. Enquanto 100% dos hipertensos e 83,3% dos diabéticos revelaram usar medicamentos, com destaque ao losartano e a metformina, apenas 41,9% praticavam atividade física, sendo a caminhada a modalidade mais frequentemente citada. Além disso, vale ressaltar que 31,4% dos entrevistados relataram fazer uso da associação de fármacos, anti-hipertensivo e antidiabéticos. Conclusão: A população usuária do Programa Hiperdia Minas em Governador Valadares-MG é suscetível, idosa, polimedicada, e de baixo grau de instrução e poder aquisitivo. Uma vez que a intervenção terapêutica da equipe de saúde se baseia no tratamento medicamentoso, incentivos na mudança do estilo de vida se fazem necessários para diminuição de fatores de risco nessas doenças crônicas.

 


Palavras-chave


doenças crônicas; fatores de risco; polimedicação

Texto completo:

PDF

Referências


Porto LK, Cadete LV, Nascimento MBPG, Freire MN, Dias WT, Almeida NAV. Perfil epidemiológico de idosos e hipertensos e/ou diabéticos de Unidades da Estratégia de Saúde da Família/ESF, do município de Governador Valadares-MG. Revista Científica FACS (UNIVALE) 2011; 13(14):87-92. 1-12

Sociedade Brasileira de Cardiologia. Sociedade Brasileira de Hipertensão. Sociedade Brasileira de Nefrologia. VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão. Arquivo Brasileiro de Cardiologia 2010; 95(sup.1):1-51.

Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes: 2013-2014. [Org. Oliveira JEP, Vencio S]. São Paulo: AC Farmacêutica, 2014.

DATASUS, Informação de Saúde, Indicadores e Dados Básicos. Brasília: Ministério da Saúde; 2012.

Malfatti CRM, Assunção AN. Hipertensão arterial e diabetes na Estratégia de Saúde da Família: uma análise da frequência de acompanhamento pelas equipes de Saúde da Família. Ciência & Saúde Coletiva 2011; 16(supl.1):1383-1388.

Muller M, Hermes GB, Flores LM. Perfil epidemiológico dos pacientes cadastrados no Sistema HIPERDIA do município de Santa Maria, RS. In: 27ª Salão de Iniciação Científica da JAI - Jornada Acadêmica Integrada, 2012, Santa Maria. Anais. Santa Maria: UFSM, 2012.

SISHIPERDIA, Sistema de Gestão Clínica de Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus da Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde; 2013.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Censo Demográfico. Brasília; 2010.

DATASUS, Informação de Saúde, Indicadores e Dados Básicos - Brasil – 2012, Indicadores de fatores de risco e de proteção. Brasília: Ministério da Saúde; 2012.

ANASPS confirma que entre 2005 e 2013 mais de cinco milhões de benefícios caíram pra faixa do salário mínimo. Imprensa da ANASPS, Brasília, 20 fev. 2014. Disponível em: . Acesso em 8 ago. 2014.

Figueiredo, W. Assistência à saúde dos homens: um desafio para os serviços de atenção primária. Ciência & Saúde Coletiva 2005; 10(1):105-109.

Piati J, Felicetti CR, Lopes AC. Perfil nutricional de hipertensos acompanhados pelo Hiperdia em Unidade Básica de Saúde de cidade paranaense. Revista Brasileira de Hipertensão 2009; 16(2):123-129.

Duarte OO, Faria WRC, Pinto FM, Nakaoka VYES, Kashiwabara TGB. Tratamento ambulatorial da hipertensão arterial sistêmica – revisão de literatura. Revista UNINGÁ 2014; 17(2):22-29.

Amaral DMD, Perassolo MS. Possíveis interações medicamentosas entre os anti-hipertensivos e antidiabéticos em participante do Grupo HIPERDIA de Paropé, RS (Uma análise teórica). Revista de Ciências Farmacêuticas Básica e Aplicada 2012; 33(1):99-105.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Relação Nacional de Medicamentos Essenciais: Rename 2013, 8a. edição, Brasília: Ministério da Saúde, 2013. 200 p.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Uso racional de medicamentos: temas selecionados. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. 156p.

Marinho MGD, Cesse EAP, Bezerra AFB, de Sousa IMC, Annick F, de Carvalho EF. Análise de custos da assistência à saúde aos portadores de diabetes melito e hipertensão arterial em uma unidade de saúde pública de referência em Recife-Brasil. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia 2011; 55(6):406-411.

Barceló A, Aedo C, Rajpathak S, Robles S. The cost of diabetes in Latin America and the Caribean. Bulletin of the World Health Organization 2003; 81(1):19-27.

Elmer PJ, Obarzanek E, Vollmer WM, Simons-Morton D, Stevens VJ, Young DR, Lin PH, Champagne C, Harsha DW, Svetkey LP, Ard J, Brantley PJ, Proschan MA, Erlinger TP, Appel LJ. Effects of comprehensive lifestyle modification on diet, weight, physical fitness and blood pressure control: 18-month results of a randomized trial. Annals of Internal Medicine 2006; 144(7):485–495.

Laterza MC, Amaro G, Negrão CE, Rondon MUPB. Exercício físico regular e controle autonômico na hipertensão arterial. Revista SOCERJ 2008; 21(5):320-328.

Krug RR, Marchesan M, Conceição JCR, Mazo GZ, Antunes GA, Romitti JC. Contribuições da caminhada como atividade física de lazer para idosos. Licere 2011; 14(4):1-29.

Chrestani MAD, Santos IS, Matijasevich AM. Hipertensão arterial sistêmica auto-referida: validação diagnóstica em estudo de base populacional. Cadernos de Saúde Pública 2009; 25(11):2395-2406.

Jardim R, Barreto SM, Giatti L. Auto-relato e relato de informante secundário na avaliação da saúde em idosos. Revista de Saúde Pública 2010; 44(6):1120-1129.




DOI: https://doi.org/10.13037/ras.vol14n48.3558

Indexadores: