MUDANÇAS DA COMPOSIÇÃO CORPORAL E DA FORÇA APÓS UM PROGRAMA DE TREINAMENTO DE HIPERTROFIA CHANGES ON BODY COMPOSITION AND STRENGTH AFTER A HYPETROPHY TRAINING PROGRAM

Autores

  • Renata Gomes Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Brasil
  • Jefferson Eduardo Hespanho Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Brasil
  • Miguel de Arruda Universidade Estadual de Campinas, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.13037/rbcs.vol4n10.419

Palavras-chave:

hipertrofia muscular, treinamento de força, composição corporal,

Resumo

O presente estudo teve como objetivo verificar as mudanças ocorridas na composição corporal e no desempenho da força durante oito semanas de treino de hipertrofia muscular em praticantes de atividade física em academia, do sexo masculino. Foram 17 praticantes de atividades físicas do sexo masculino (23±3,25 anos). A amostra foi escolhida a partir dos sujeitos que foram submetidos a um programa de treinamento visando hipertrofia, cuja freqüência semanal de prática dos exercícios e se deu no mínimo três vezes por semana. As medidas foram realizadas em cinco momentos: a cada 15 dias, durante oito semanas, do programa de treinamento de força. O desempenho da força máxima foi mensurado através do teste de uma repetição máxima (1RM). As variáveis que caracterizam a composição corporal: massa corporal gorda (MCG), massa corporal magra (MCM), dobras cutâneas (DC), foram medidas através do método de dobras cutâneas e circunferência, a seguir foi estimado o percentual de gordura, MCM, MCG, e área muscular do braço (AMB). A comparação foi realizada usando a ANOVA fator único com medidas repetidas, e post hoc Tukey, sendo que o nível de significância adotado foi de p<0,05. Significantes diferenças foram encontradas na porcentagem de gordura e no desenvolvimento da força em alguns grupos musculares, no entanto, não foram observadas diferenças estatisticamente significantes para MCM e AMB. Para indivíduos com menor área muscular do braço (AMB), houve mudança na diminuição significante da %G e AMB, além do desenvolvimento significante da força máxima em todos os exercícios testados. No entanto, os praticantes com maior AMB, somente tiveram significativa diminuição da %G. Quanto ao desenvolvimento da força máxima, as respostas apresentaram significantes mudanças nos exercícios de remada alta (dorsal), rosca direta (bíceps) e extensão pulley (tríceps). Neste sentido, concluímos que os praticantes de menor AMB são mais sensíveis que os com maior AMB às mudanças do treino de força hipertrófica, tendo como principais fatores as adaptações neurais, cargas de treino, a estrutura física e tempo de prática do treinamento, que tendem a intervir nos resultados.

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