INFLUÊNCIA DO ALEITAMENTO MATERNO NA DEPRESSÃO PÓS-PARTO: REVISÃO SISTEMATIZADA

Karina Rodrigues Santana, Denise Leite Maia Monteiro, Leila Cristina Soares, Nádia Cristina Pinheiro Rodrigues, Roberta Monteiro Raupp, Abilene do Nascimento Gouvêa

Resumo


Introdução: A amamentação exclusiva beneficia a mãe e o bebê. Fatores psicológicos estão envolvidos na sua iniciação e duração. Objetivos: Identificar fatores associados à não iniciação e à interrupção da amamentação. Desenvolvimento: Revisão sistematizada a partir de pesquisa nas bases de dados eletrônicas: Medline (PubMed), LILACS e SciELO, usando como estratégia de busca: "Postpartum Depression"[Mesh] AND "Breastfeeding"[Mesh], nos últimos cinco anos. Essa revisão incluiu 15 artigos sendo 11 coortes (10 prospectivos e 1 retrospectivo), 3 estudos transversais e 1 ensaio clínico.  A amamentação foi associada a fatores observados no pré-natal e à depressão pós-parto. Conclusões: O pré-natal é importante na identificação de fatores relacionados ao estímulo ao aleitamento materno, como gravidez na adolescência, maior peso materno, início tardio do pré-natal, tabagismo e depressão pré-natal. A depressão pós-parto está associada à interrupção da amamentação, porém, por existirem fatores de risco em comum entre as duas e ainda não se pode concluir se a cessação da amamentação é causa ou consequência da depressão pós-parto.

 


Palavras-chave


Pós-parto, Depressão, Amamentação

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DOI: https://doi.org/10.13037/ras.vol18n64.6380

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