PRECAUÇÕES PADRÃO EM PEDIATRIA: CONCEPÇÕES E PRÁTICAS DE UMA EQUIPE DE ENFERMAGEM

Autores

Palavras-chave:

Equipe de enfermagem Equipamento de proteção individual, Riscos ocupacionais.

Resumo

Introdução: a não adesão às precauções padrão constitui-se em fator de risco para a ocorrência de acidentes que envolvem os profissionais de saúde que atuam na assistência. Objetivo: investigar as concepções e as práticas de uma equipe de enfermagem pediátrica hospitalar acerca das medidas de precauções padrão. Materiais e Métodos: pesquisa qualitativa, de caráter descritivo. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevista semiestruturada e observação simples com profissionais de enfermagem em uma unidade de internação pediátrica hospitalar. Os dados foram transcritos e analisados segundo a análise de conteúdo. Os aspectos éticos foram respeitados. Resultados: participaram da pesquisa onze técnicos de enfermagem e uma enfermeira e a análise dos dados resultou em duas categorias temáticas: uso e disponibilidade de equipamentos de proteção individual e adesão da equipe de enfermagem a higiene das mãos. Conclusões: as concepções dos participantes acerca das medidas de segurança e precauções padrão são adequadas contudo, há pouco investimento de formação e treinamento específico para uso equipamentos de proteção individual e não há adesão completa da equipe no cumprimento dessas normas, mesmo com a disponibilidade dos equipamentos de proteção individual.

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Biografia do Autor

Andressa Viviane Freitas Lopes, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões

Enfermeira. Graduada na Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões. Santo Ângelo, Rio Grande do Sul, Brasil.

Rosane Terezinha Fontana, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões

Enfermeira. Doutora em enfermagem. Professora da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Curso de Enfermagem - Campus Santo Ângelo/RS, Rio Grande do Sul, Brasil.

Francisco Carlos Pinto Rodrigues, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões

Enfermeiro. Doutor em enfermagem. Professor da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Curso de Enfermagem - Campus Santo Ângelo/RS, Rio Grande do Sul, Brasil.

Alessandra Frizzo da Silva, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões

Enfermeira. Mestre em Saúde da Família. Professora da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Curso de Enfermagem - Campus Santo Ângelo/RS, Rio Grande do Sul, Brasil.

Talitta da Silva Copetti, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões

Acadêmica de Enfermagem. Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Santo Ângelo, Rio Grande do Sul, Brasil.

Marli Maria Loro, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul - UNIJUÍ

Enfermeira. Doutora em enfermagem. Professora da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul - UNIJUÍ, Ijuí, Rio Grande do Sul, Brasil.

Maria Simone Vione Schwengber, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul - UNIJUÍ

Educadora física. Doutora em educação. Docente na Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul - UNIJUÍ, Ijuí, Rio Grande do Sul, Brasil.

Vivian Lemes Lobo Bittencourt, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Curso de Enfermagem - Campus Santo Ângelo/RS.

Enfermeira,  Mestre em Atenção Integral à Saúde. Professora da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Curso de Enfermagem - Campus Santo Ângelo/RS, Rio Grande do Sul, Brasil.

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Publicado

26-10-2020

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ARTIGOS ORIGINAIS

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