Infecções relacionadas à assistência à saúde em Unidades de Terapia Intensiva adulto de hospitais universitários: revisão integrativa

Autores

  • Lauro Ricardo de Lima Santos Universidade Federal de Uberlândia
  • Omar Pereira de Almeida Neto Universidade Federal de Uberlândia
  • Efigênia Aparecida Maciel de Freitas Universidade Federal de Uberlândia

DOI:

https://doi.org/10.13037/ras.vol14n49.3641

Palavras-chave:

hospitais universitários, unidade de terapia intensiva, infecção hospitalar

Resumo

Introdução: Unidades de Terapia Intensiva (UTI) são locais destinados à recuperação de pacientes graves. No entanto, altas taxas de infecção ainda são prevalentes nesse âmbito. Objetivo: Encontrar na literatura estudos que caracterizem o perfil de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) de UTI adulto de hospitais universitários. Metodologia: Revisão integrativa da literatura, utilizando os descritores “university hospital/hospitais universitários”, “critical care unit/unidade de terapia intensiva” e “nosocomial infections/infecção hospitalar”, interligados pelo operador booleano “AND” nas bases de dados PUBMED (US National Library of Medicine), LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) no Portal de Pesquisa da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO). Foram considerados artigos publicados entre 2010 e 2015, disponíveis na íntegra, nos idiomas português, espanhol e inglês. Resultados: Foram encontrados 397 artigos, porém, após filtros, apenas quatro artigos compuseram esta revisão integrativa, sendo 2 na base PUBMED, 1 LILACS e 1 SCIELO, realizados em Cuba, Brasil, Colômbia e China. A maioria (n=3) foi publicada em 2011. As metodologias propostas foram estudos prospectivos, quantitativos, descritivos e observacionais. A maioria dos estudos (75%) foram conduzidos por médicos, sendo um destes por especialista epidemiologista. Conclusões: As principais IRAS encontradas em UTI foram pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV), seguida por infecção de corrente sanguínea (ICS) e infeção do trato urinário (ITU). Conhecer esse perfil pode colaborar com o preparo dos profissionais e órgãos de fiscalização, reduzindo a morbimortalidade.

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Lauro Ricardo de Lima Santos, Universidade Federal de Uberlândia

Enfermeiro. Mestrando em Saúde do Trabalhador - Universidade Federal de Uberlândia - MG.

Omar Pereira de Almeida Neto, Universidade Federal de Uberlândia

Enfermeiro. Doutorando em Atenção à Saúde. Docente na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia.

Efigênia Aparecida Maciel de Freitas, Universidade Federal de Uberlândia

Enfermeira. Doutora em Ciências pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo - EERP. Docente na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia.

Referências

Allegranzi B, Nejad SB, Combescure C, Graafmans W, Attar H, Donaldson L, et al. Burden of endemic health-care-associated infection in developing countries: systematic review and meta-analysis. The Lancet. 2011;377(9761):228-41.

Mayhall CG. Hospital epidemiology and infection control. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2012.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Critérios diagnósticos de infecções relacionadas à assistência à saúde. Brasília: Agência Nacional de Vigilância Sanitária. 2013. (Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Série Segurança do paciente e qualidade em serviços de saúde).

Neves C, Colet C. Perfil de uso de antimicrobianos e suas interações medicamentosas em uma UTI adulto do Rio Grande do Sul. Rev Epidemiol Control Infec. 2015;5(2):65-71.

Ercole FF, Franco LMC, Macieira TGR, Wenceslau LCC, Resende HIN, Chianca TCM. Risk of surgical site infection in patients undergoing orthopedic surgery. Rev Lat-Am Enfermagem. 2011;19(6):1362-8.

Romanzini AE, Jesus APM, Carvalho E, Sasaki VDM, Damiano VB, Gomes JJ. Orientações de enfermagem aos pacientes sobre o autocuidado e os sinais e sintomas de infecção de sítio cirúrgico para a pós-alta hospitalar de cirurgia cardíaca reconstrutora. Rev Min de Enferm. 2010;14(2):239-43.

Tabah A, Koulenti D, Laupland K, Misset B, Valles J, Carvalho FB, et al. Characteristics and determinants of outcome of hospital-acquired bloodstream infections in intensive care units: the EUROBACT International Cohort Study. Intensive Care Med. 2012;38(12):1930-45.

Rosado V, Romanelli RMC, Camargos PAM. Risk factors and preventive measures for catheter-related bloodstream infections. J Pediatr. 2011; 87(6):469-77.

Block SS. Disinfection, sterilization, and preservation. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2001.

Dal-Bó K, Silva RM, Sakae TM. Infecção hospitalar em uma unidade de terapia intensiva neonatal do sul do Brasil. Rev Bras Ter Intensiva 2012;24(4):381-5.

Umscheid CA, Mitchell MD, Doshi JA, Agarwal R, Williams K, Brennan PJ. Estimating the proportion of healthcare-associated infections that are reasonably preventable and the related mortality and costs. Infect Control Hosp Epidemiol. 2011;32(2):101-14.

Crossetti MGO. Revisão integrativa de pesquisa na enfermagem: o rigor cientifico que lhe é exigido. Rev Gaúcha Enferm. 2012;33(2):8-9.

Botelho LLR, Cunha CCA, Macedo M. O método da revisão integrativa nos estudos organizacionais. Gestão e Soc. 2011;5(11):121-36.

Souza MT, Silva MD, Carvalho R. Revisão integrativa: o que é e como fazer. Einstein (São Paulo). 2010;8:102-06.

Whittemore R, Knafl K. The integrative review: updated methodology. J Adv Nurs. 2005;52(5):546-53.

Baumann, R. O Brasil e os demais BRICs: comércio e política. Brasília: IPEA. 2010.

Wilson D, Purushothaman R. Dreaming with BRICs: the path to 2050. 99. ed. New York: Goldman, Sachs & Company; 2003.

Guanche-Garcell H, Requejo-Pino O, Rosenthal VD, Morales-Pérez C, Delgado-González O, Fernández-Gonzalez D. Device-associated infection rates in adult intensive care units of Cuban university hospitals: International Nosocomial Infection Control Consortium (INICC) findings. Int J Infect Diseases. 2011;15(5):357-62.

Oliveira AC, Kovner CT, Silva RS. Infecção hospitalar em unidade de tratamento intensivo de um hospital universitário brasileiro. Rev. Lat-Am Enfermagem. 2010;18(2):233-9.

Molina FJ, Díaz CA, Barrera L, De La Rosa G, Dennis R, Dueñas C, et al. Perfil microbiológico de la Infecciones en Unidades de Cuidados Intensivos de Colombia (EPISEPSIS Colombia). Med Intensiva. 2011;35(2):75-83.

Xie D-S, Lai R-P, Nie S-F. Surveys of catheter-associated urinary tract infection in a university hospital intensive care unit in China. Braz J Infect Dis. 2011;15(3):296-7.

Roriz-Filho JS, Vilar FC, Mota LM, Leal CL, Pisi PCB. Infecção do trato urinário. Medicina (Ribeirão Preto). 2010;43(2):118-25.

DiGiovine B, Chenoweth C, Watts C, Higgins M. The attributable mortality and costs of primary nosocomial bloodstream infections in the intensive care unit. Am J Respir Crit Care Med. 1999;160(3):976-81.

Warren JW. Catheter-associated urinary tract infections. Int J Antimicrob Agents. 2011;17(4):299-303.

Ferraz EM, Ferraz AA, Coelho HS, Viana VP, Sobral SM, Vasconcelos MD, et al. Postdischarge surveillance for nosocomial wound infection: does judicious monitoring find cases?. Am J Infect Control. 1995;23(5):290-4.

Giarola LB, Baratieri T, Costa AM, Bedendo J, Marcon SS, Waidman MAP. Infecção hospitalar na perspectiva dos profissionais de enfermagem: um estudo bibliográfico. Cogitare Enferm. 2012;17(1):151-7.

Downloads

Publicado

2016-06-14

Edição

Seção

ARTIGOS DE REVISÃO

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)