POLIFARMÁCIA EM IDOSOS E SUAS IMPLICAÇÕES NA SÍNDROME DA FRAGILIDADE
polypharmacy in the elderly and frailty syndrome
DOI:
https://doi.org/10.13037/ras.vol23.e20259415Palabras clave:
Vulnerabilidade . Envelhecimento . PolifarmáciaResumen
Introdução: A fragilidade representa um estado de vulnerabilidade fisiológica relacionada à idade, um evento adverso à saúde do idoso, com consequências graves. Objetivo: identificar a relação da polifarmácia e a síndrome da fragilidade em idosos. Método: Pesquisa observacional, de corte transversal, com idosos de 60 anos ou mais, atendidos na Atenção Primária à Saúde, em município da região Sul do Brasil. Materiais: A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas, utilizando-se um instrumento de rastreio da fragilidade autorreferido e a pergunta: "Você faz uso regular de cinco ou mais medicamentos diferentes, todos os dias?". Para análise dos dados foi aplicado o teste quiquadrado (X2) para testar diferenças entres os grupos das associações entre as variáveis categóricas. Fixou-se α em 5%. Para variáveis numéricas, calculou-se média e desvio padrão. Resultados: Houve relação da polifarmácia e da fragilidade. Quanto maior o nível de fragilidade, maior a prevalência da polifarmácia. A polifarmácia foi identificada em 27% dos idosos, em sua maior parte em idosos jovens (60 a 69 anos) e do sexo feminino. Os polimedicados foram identificados com comprometimento do humor e hipossalivação. Conclusão: Alterações morfofisiológicas no idoso, inerentes ao processo de envelhecimento, agem em associação com a fragilidade e a polimedicação, o que prejudica o grau de autonomia, de independência e a qualidade de vida do idoso. É papel da equipe de saúde conter esses agravos por meio da avaliação multidimensional na assistência ao idoso na Atenção Primária à Saúde.
Palavras-chave: 1.Vulnerabilidade 2. Envelhecimento 3. Polifarmácia
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