Pressão arterial e atenção farmacêutica: o cuidado faz a diferença

Lília Gabriela Andrade Silva, Cicera Cristina Vidal Aragão, Wilson Sabino

Resumo


Introdução: A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é reconhecida como principal fator de risco paradoença cerebrovascular, doença arterial coronariana, insuficiência renal crônica e doença vascular deextremidades. Quando não tratada adequadamente, a HAS pode resultar em graves consequências a órgãosvitais como coração, cérebro e rins, constituindo, desse modo, um dos mais graves problemas de saúdepública. Nesse sentido, o emprego de terapêutica medicamentosa, além de ações educativas para mudançasno estilo de vida, é considerado elemento necessário para atingir o seu controle. Objetivos: Verificar amudança de valores de pressão arterial entre os usuários que recebem o cuidado da atenção farmacêutica.Metodologia: O estudo prospectivo, controlado, foi desenvolvido na Farmácia-Escola da UniversidadeMunicipal de São Caetano do Sul (USCS). Para avaliar o efeito da prática da atenção farmacêutica sobre ocontrole da pressão arterial em usuários hipertensos, utilizou-se o método Dáder. Resultados: A média deidade dos 18 usuários de medicamentos para hipertensão arterial foi de 69,7±8,9 anos. Foram prescritosa esses usuários 120 princípios ativos (média de 6,7±3,8 medicamentos por prescrição). Ao final doacompanhamento a redução média da pressão arterial sistólica foi de 23,8 mmHg (p<0,002). Conclusão:A atenção farmacêutica, realizada de maneira sistemática pelo farmacêutico treinado para esta finalidade,pode contribuir efetivamente para o controle da pressão arterial dos usuários de medicamentos.

Palavras-chave


Hipertensão; Atenção Farmacêutica; Farmacoterapia

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DOI: https://doi.org/10.13037/ras.vol14n47.3421

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