ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DAS LESÕES EM BAILARINAS CLÁSSICAS EPIDEMIOLOGIC ASPECTS OF INJURIES ON CLASSIC BALLET DANCERS

Autores

  • Juliana Andrade Vilas Bôas Centro Universitário UniFMU
  • Flávia Maria Serra Ghirotto Centro Universitário UniFMU

DOI:

https://doi.org/10.13037/rbcs.vol4n7.446

Palavras-chave:

bailarinas clássicas, lesões.

Resumo

Entre as artes, o Ballet Clássico é a mais nova. Havendo uma exigência de performance quase que semelhante a de um atleta. Para tanto, é necessária uma grande dedicação da bailarina em suas horas de ensaios, ocorrendo assim, um grande desgaste físico. Nesse sentido, dentre outros aspectos, é surpreendente a baixa quantidade de informações disponíveis acerca da freqüência das lesões e de outros efeitos adversos entre bailarinas. Objetivo: verifi car a prevalência de lesões musculoesqueléticas em bailarinas clássicas. Metodologia: foram avaliadas 47 bailarinas com idade entre 15 e 25 anos, residentes no Estado de São Paulo, tendo no mínimo cinco anos de prática do Ballet Clássico, onde foi elaborado e validado um questionário de inquérito de morbidade referida (GHIROTTO, 1992), contendo 16 questões relacionadas à prática do Ballet e suas respectivas lesões. Resultados: dentre as bailarinas, 67,1% sofreram alguma lesão durante a prática do Ballet, totalizando 80 lesões, onde as mais freqüentes foram: distensão na virilha e coxa (18,7% e 15%, respectivamente) e entorse de tornozelo (13,7%). As estruturas anatômicas mais lesionadas foram o tornozelo (22,5%), virilha e a coxa, cada uma com 18,7%. Os passos do Ballet Clássico que obtiveram o maior índice de lesões foram o “grand pas de cheval” (17,5%), “grand jeté in tournant” (16,2%) e “cabriole” (12,5%), totalizando 65% das lesões encontradas. Cabe reportar, que a má execução do passo (40%), a queda (25%) e o escorregão (25%) foram alguns fatores determinantes para a ocorrência das lesões, acontecendo na parte principal da aula (61,1%). Conclusão: de acordo com os dados, pode-se notar que, das 47 bailarinas que sofreram as 80 lesões, a mais freqüente é a distensão de virilha (35%), que por observação assistemática, pode-se considerar que a falta de aquecimento adequado ou excesso de ensaio foram os fatores consideráveis para a determinante destas lesões.

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