RELAÇÃO ENTRE ATIVIDADE FÍSICA E DEPRESSÃO EM IDOSOS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Autores

  • Gabriel Augusto Bernardes Mendes Pontifícia Universidade Católica de Goiás
  • Maria Virgínia de Carvalho Universidade Federal de Goiás
  • Antonio Márcio Teodoro Cordeiro Silva Pontifícia Universidade Católica de Goiás
  • Rogério José de Almeida Pontifícia Universidade Católica de Goiás

DOI:

https://doi.org/10.13037/ras.vol15n53.4524

Palavras-chave:

Atividade física, depressão, idoso, revisão integrativa

Resumo

Introdução: Evidências científicas vêm demonstrando que o envelhecimento populacional é uma realidade. Os idosos estão cada vez mais saudáveis, produtivos e praticantes de atividade física. Entretanto, um dos agravos mais impactantes nessa população é a depressão. Objetivo: Este artigo tem por objetivo analisar em uma perspectiva biopsicossocial a relação entre a prática da atividade física e a depressão nos idosos. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura científica acerca da relação entre atividade física e depressão em idosos. Para a seleção dos artigos científicos foram consultadas as bases de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), dos Periódicos Capes e do PubMed. Resultados: Emergiram e foram analisadas três categorias do fenômeno: relação entre atividade física e depressão em idosos; fatores biológicos da atividade física e depressão em idosos; atividade física em grupo e a depressão em idosos. Conclusão: Foram identificadas evidências de que a prática regular de atividade física pode melhorar o condicionamento físico, a regulação hormonal e é alternativa eficaz para convívio em grupos sociais. Conclui-se que a prática regular de exercícios físicos em pessoas idosas tem papel fundamental na prevenção e diminuição dos sintomas depressivos.

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Biografia do Autor

Gabriel Augusto Bernardes Mendes, Pontifícia Universidade Católica de Goiás

Biomédico. Graduado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás).

Maria Virgínia de Carvalho, Universidade Federal de Goiás

Psicóloga. Doutora em Ciências da Saúde, Universidade Federal de Goiás (UFG).

Antonio Márcio Teodoro Cordeiro Silva, Pontifícia Universidade Católica de Goiás

Biomédico. Doutor em Biologia Celular e Molecular pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Professor Adjunto do Curso de Medicina e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais e Saúde da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás).

Rogério José de Almeida, Pontifícia Universidade Católica de Goiás

Doutor em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB). Professor Adjunto do Curso de Medicina e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais e Saúde da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás).

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Publicado

18-10-2017

Edição

Seção

ARTIGOS DE REVISÃO