CONSUMO DE FEIJÕES (Phaseolus) E SEU IMPACTO NA RESPOSTA GLICÊMICA PÓS-PRANDIAL

Autores

  • Daisy Jacqueline Sousa Silva UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
  • Thaise kessiane Teixeira Freitas Universidade Federal do Piauí
  • Rocilda Cleide Bonfin de Sabóia Universidade Federal do Piauí
  • Kaesel Jackson Damasceno EMBRAPA MEIO NORTE
  • Maurisrael de Moura Rocha EMBRAPA MEIO NORTE
  • Cecília Maria Resende Gonçalves de Carvalho UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
  • karoline de Macêdo Gonçalves Frota Universidade Federal do Piauí
  • Maria do Carmo de Carvalho e martins Universidade Federal do Piauí

DOI:

https://doi.org/10.13037/ras.vol17n59.5826

Palavras-chave:

glicemia, consumo alimentar, feijão

Resumo

Introdução: O feijão é uma leguminosa pertencente à família Leguminosae e sub-família Papipilionoideae, é um excelente alimento, fornecendo nutrientes importantes para o organismo humano, como proteínas, minerais, vitaminas, carboidratos e fibras. O grão do feijão cru chega a apresentar aproximadamente de 18 a 33% de fibras alimentares e nos grãos cozidos esse teor fica em torno de 4,8 a 14%. O consumo regular de fibra alimentar pode reduzir a glicosilação da hemoglobina e melhorar o controle glicêmico, a porção proteica do feijão também tem sido relatada como hipoglicemiante. Objetivo: Avaliar o efeito do consumo regular de feijão sobre a resposta glicêmica pós-prandial. Metodologia: Trata-se de revisão integrativa que incluiu pesquisas realizadas com seres humanos, publicadas no período de 2008 a 2018, em inglês, português e espanhol, indexadas nas bases de dados Pubmed, ScienceDirect, MedLine e Lilacs, e que avaliassem o efeito da adição e/ou consumo de feijão na resposta glicêmica pós-prandial. Resultados: Foram analisados 9 artigos que avaliaram a resposta glicêmica relacionada ao consumo de Phaseolus vulgaris L. em humanos; os estudos em questão mostram que o consumo do feijão, isolado ou associado, pode modular a resposta glicêmica em humanos. Conclusão: O presente trabalho inovou ao abordar tal assunto, visto que são escassos os trabalhos comparando a relação do consumo regular desses grãos com a resposta glicêmica pós-prandial em humanos, por isso, sabe-se que mais estudos são necessários para esclarecer este contexto.

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Biografia do Autor

Daisy Jacqueline Sousa Silva, UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ

Nutricionista, formada pela Universidade Federal do Piauí (2013), Mestranda em Alimentos e Nutrição (PPGAN 2018-2020)/ UFPI, possui especialização em Nutrição Clínica e funcional pela faculdade Santo Agostinho (2015), foi bolsista do CNPq SET-G e tem experiência em saúde pública, participou de pesquisas sobre educação nutricional de crianças e adolescentes e sobre os fatores de risco cardiovascular em adultos/idosos. Trabalhou como preceptora de estágio em Nutrição Social na faculdade FACEMA em Caxias-MA.

Thaise kessiane Teixeira Freitas, Universidade Federal do Piauí

Graduada em Nutrição pela Universidade Federal do Piauí (2014). Mestranda em Alimentos e Nutrição pela UFPI. Pós-graduada em Nutrição e Controle de Qualidade. Membro do Grupo de Pesquisa Alimentos e Nutrição/UFPI, nas linhas de Avaliação e controle de qualidade de alimentos, Desenvolvimento de novos produtos e Analise sensorial.

Rocilda Cleide Bonfin de Sabóia, Universidade Federal do Piauí

Doutoranda em Alimentos e Nutrição pela Universidade Federal do Piauí (2018-2022), Mestre em Alimentos e Nutrição pela Universidade Federal do Piauí (2014), Pós-Graduada em Distúrbios Metabólicos e Nutrição Clínica (UFPI) e Graduada em Nutrição (UFPI 2000). Professora no curso de Nutrição da Faculdade Estácio de Teresina. Pesquisadora do CNPQ

Kaesel Jackson Damasceno, EMBRAPA MEIO NORTE

Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal do Piauí (2002) Mestrado e Doutorado em Genética e Melhoramento de Plantas pela Universidade Federal de Lavras (2004 e 2007). Atualmente é Pesquisador A da Embrapa Meio-Norte (CPAMN), atuando nas áreas de Recursos Genéticos e Melhoramento Genético do Feijão-caupi. Exerce a função de Curador do Banco Ativo de Germoplasma de Feijão-caupi. Docente Permanente do Programa de Pós-graduação (Mestrado e Doutorado) em Alimentos e Nutrição da UFPI. Bolsista Produtividade em Pesquisa do CNPq - Nível 2. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Genética e Melhoramento Vegetal.

Maurisrael de Moura Rocha, EMBRAPA MEIO NORTE

Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal do Piauí (1995), mestrado (1998) e doutorado (2002) em Genética e Melhoramento de Plantas pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz Universidade de São Paulo. Atualmente é pesquisador A da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária-EMBRAPA, Centro de Pesquisa Agropecuária do Meio-Norte-CPAMN, e professor permanente dos cursos de Pós-graduação em Genética e Melhoramento (Mestrado) e de Alimentos e Nutrição (Mestrado e Doutorado) da Universidade Federal do Piauí-UFPI. É coordenador nacional do programa de melhoramento genético de feijão-caupi da EMBRAPA e líder do grupo de pesquisa feijão-caupi junto ao CNPq. Foi bolsista de Produtividade em Pesquisa 2 entre março de 2012 a fevereiro de 2015 e atualmente é bolsista de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora. Tem experiência em Genética e Melhoramento de Plantas anuais, com ênfase em leguminosas, atuando principalmente nos seguintes temas: feijão-caupi, genética quantitativa, melhoramento vegetal, biofortificação e adaptabilidade e estabilidade de cultivares

Cecília Maria Resende Gonçalves de Carvalho, UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ

Possui graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Piauí (1983); Bacharel em Direito pela FACID DeVry (2015); Especialização em Gerontologia Social pela UFPI (1996); Mestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP) (1987); Doutorado em Alimentos e Nutrição pela Universidade Estadual de Campinas (1993); e Pós-doutorado em Nutrição e Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da USP (2015). Professor titular da Universidade Federal do Piauí (2016), Tutora do Progama de Educação Tutorial, modalidade interdisciplinar na UFPI. Tem experiência na área de Nutrição, com ênfase em Bioquímica da Nutrição, atuando principalmente nos seguintes temas: envelhecimento populacional, antropometria, consumo alimentar e vitaminas.

karoline de Macêdo Gonçalves Frota, Universidade Federal do Piauí

Graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Piauí (2004), mestrado em Nutrição Humana pela Universidade de São Paulo (2007), doutorado em Nutrição em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (2011). Atualmente é professora da Universidade Federal do Piauí, no curso de Nutrição, chefe do departamento de Nutrição, membro do Programa de Pós-Graduação em Alimentos e Nutrição e do Programa de Pós-Graduação em Saúde e Comunidade (PPGSC) e sub-coordenadora do Doutorado Interinstitucional em Nutrição e Saúde Pública (USP/UFPI). Tem experiência na área de Nutrição, com ênfase em proteínas, metabolismo de lípides, doenças crônicas não-transmissíveis e fatores de risco cardiovascular, atuando principalmente nos seguintes temas: feijão caupi, isolado protéico de feijão caupi, metabolismo de lípides, marcadores de inflamação e adolescentes.

Maria do Carmo de Carvalho e martins, Universidade Federal do Piauí

Graduada em Nutrição. Possui mestrado em Fisiologia pela Universidade Federal de Pernambuco e doutorado em Ciências Biológicas (Farmacologia, Fisiologia e Química Medicinal) pela Universidade Federal de Pernambuco. Professora associada do Departamento de Biofísica e Fisiologia da Universidade Federal do Piauí. Professora e orientadora dos Programas de Mestrado e Doutorado em Alimentos e Nutrição, e Mestrado em Farmacologia da Universidade Federal do Piauí. Professora da Faculdade de Ensino Superior de Floriano. Professora e orientadora do Mestrado Profissional em Saúde da Família do Centro Universitário UNINOVAFAPI. Tem experiência nas áreas de Fisiologia Geral e do Exercício, Farmacologia de Produtos Naturais, Nutrição e Saúde Pública, atuando principalmente nos seguintes temas: diabetes, obesidade, hipertensão arterial, atividade farmacológica de plantas medicinais, toxicologia, condições de saúde de grupos populacionais e efeitos do treinamento físico

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Publicado

22-05-2019