Obesidade infantil: Ações de enfrentamento no contexto da atenção primária em saúde

Autores

Palavras-chave:

Promoção de Saúde, Obesidade Pediátrica, Enfermagem, Saúde da Criança

Resumo

Introdução: O sobrepeso e a obesidade têm crescido mundialmente, calcula-se que 41 milhões de crianças apresenta sobrepeso ou obesidade, tornando-se uma preocupação de saúde global. Objetivo: compreender as ações de promoção da saúde desenvolvidas na Atenção Básica de Saúde dos municípios da 15ª Regional de Saúde do Estado do Paraná, para o enfrentamento do sobrepeso e obesidade infantil. Materiais e Métodos: Pesquisa descritiva de recorte transversal, com abordagem qualitativa. Os sujeitos foram os gestores de saúde e profissionais designados por estes. Coletou-se os dados por meio de questionário estruturado e entrevistas realizadas em 2014. Os depoimentos foram submetidos à análise de conteúdo, os quais foram classificados em três categorias: “O Programa Saúde na Escola como desencadeador de ações intersetoriais de promoção de saúde”; “O olhar dos gestores municipais” e “Atuação do enfermeiro na prevenção e controle de obesidade infantil”. Resultados: evidenciou-se que os municípios desenvolvem ações intersetoriais de promoção da saúde, direcionadas para crianças e adolescentes, sendo que, a maioria destas, estão vinculadas ao Programa de Saúde na Escola. Os enfermeiros compõem a categoria profissional que mais se destaca em relação à esta modalidade, limitados pela sobrecarga de atividades e dificuldades em trabalhar com a promoção de saúde. Os gestores são consonantes ao concluir que as ações desenvolvidas pelos municípios são insuficientes para o enfrentamento deste agravo e demonstram interesse em desenvolver um trabalho mais efetivo. Conclusões: os municípios desenvolvem algumas ações intersetoriais de promoção a saúde, porém de forma incipiente devidos dificuldades de natureza logística e estrutural. O reconhecimento desta fase da vida como ideal à instituição destas ações é inegável e compartilhado pelos gestores.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Silvia Veridiana Zamparoni Victorino, Universidade Estadual de Maringá

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Universidade Estadual de Maringá.

Bianca Machado Cruz Shibukawa, Universidade Estadual de Maringá

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Estadual de Maringá.

Gabrieli Patricio Rissi, Universidade Estadual de Maringá

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Estadual de Maringá.

Ieda Harumi Higarashi, Universidade Estadual de Maringá

Professora Doutora do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Estadual de Maringá.

Referências

Castro GG, Figueiredo GLA, Silva TS, Faria KC. Quality of life of overweight and obese schoolchildren. Cinergis 2016 Dez; 17(4):287-291.

Dias PC, Henriques P, Anjos LA, Burlandy L. Obesity and public policies: the Brazilian government’s definitions and strategies. Cad. Saúde Pública 2017; 33(7):e000060.

Paes ST, Marins JCB, Andreazzi AE. Efeitos metabólicos do exercício físico na obesidade infantil: uma visão atual. Rev Paul Pediatr 2015; 33(1):122-129.

World Health Organization. Commission on Ending Childhood Obesity. 2016.

Cunha LM, Pantoja MS, Lima AVM, Portella MB, Furlaneto IP. Impacto negativo da obesidade sobre a qualidade de vida de crianças. RBONE 2018 Abr; 12 (70):231-238.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [homepage na internet]. Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica [acesso em 17 set 2018]. Disponível em: http:www.ibge.gov.br.

Silva FAC, Bezerra JAX. Benefícios da atividade física no controle da obesidade infantil. Revista Campo do Saber 2017; 3 (1):201-17.

Guthold R, Stevens GA, Riley LM, Bull FC. Global trends in insufficient physical activity among adolescents: a pooled analysis of 298 population-based surveys with 1,6 million participants. Lancet Child Adolesc Health 2020; 4: 23–35.

Bardin L. Análise do conteúdo. Tradução de Luís Antero Reto e Augusto Pinheiro. Lisboa, Portugal: Edições 70; 2011.

Ministério da Saúde. Programa Saúde na Escola. Indicadores e Padrões de Avaliação Ciclo 2017/2018. Brasília, DF; 2018.

Sousa MC, Esperidião MA, Medina MG. Intersectorality in the ‘Health in Schools’ Program: an evaluation of the political-management process and working practices. Ciênc Saúde Colet 2017; 22(6):1781-1790.

Zanirati VF, Lopes ACS, Santos LC. Contribuição do turno escolar estendido para o perfil alimentar e de atividade física entre escolares. Rev Panam Salud Publica 2014; 35(1):38–45.

Spohr CF, Fortes M, Rombaldi A, Hallal P, Azevedo M. Atividade física e saúde na Educação Física escolar: efetividade de um ano do projeto “Educação Física +”. RBAFS 2014; 19(3):300-13.

World Health Organization. Constituição da Organização Mundial da Saúde 1946 (online). Disponível em: www.direitoshumanos.usp.br/index.php/OMS-Organização-Mundial-da-Saúde/constituicao-da-organizacao-mundial-da-saude-omswho.html. Acesso em: 16 de setembro 2018.

Fertonani HP, Pires DEP, Biff D, Scherer MDA. Modelo assistencial em saúde: conceitos e desafios para a atenção básica brasileira. Ciênc Saúde Colet 2015; 20(6):1869-1878.

Galvanese ATC, Barros NF, Oliveira AFPL. Bodily and meditative practices in health promotion: an interdisciplinary, multiprofessional and intersectorial challenge. Cad. Saúde Pública 2018; 34(7):e00112418.

Albuquerque TIP, Sá RMPF, Araújo Júnior JLAC. Perspectives and challenges of the “new” National Health Promotion Policy: to which political arena does management point? Ciênc Saúde Colet 2016; 21(6):1695-1705.

Tesser CD, Garcia AV, Vendruscolo C, Argenta CE. Family health strategy and analysis of the social reality: input for policies for promotion of health and permanent education. Ciênc Saúde Colet 2011; 16(11):4295-4306.

Higarashi IH, Roecker S, Baratieri T, Marcon SS. Ações desenvolvidas pelo enfermeiro junto aos adolescentes no Programa Saúde da Família em Maringá/Paraná. Rene 2011; 12(1):127-35.

Santos FDR, Vitola CB, Arrieira ISO, Chagas MCS, Gomes GC, Pereira FW. Ações de enfermeiros e professores na prevenção e no combate à obesidade infantil. Rene 2014; 15(3):463-70.

Barbosa DCM, Mattos ATR, Corrêa MH, Faria M, Ribeiro LC, Santos LL, Ferreira JBB, Forster AC. Visita domiciliar sob a percepção dos usuários da ESF. Medicina (Ribeirão Preto) 2016; 49(4):360-6.

Lima CHR, Silva DG, Almeida CAPL, Rocha Neta AS, Moura LKM, Sousa FDL. Visit household as tech family care: analysis reflective. Rev Interd 2015; 8 (2):205-210.

Moreira MDS, Gaiva MAM. Comunicação do Enfermeiro com a mãe/família na Consulta de Enfermagem à Criança. Cienc Cuid Saude 2016; 15(4): 677-684.

Publicado

27-01-2021