REALIZAÇÃO DE ATIVIDADES EXTRA CLÍNICAS PELAS EQUIPES DE SAÚDE BUCAL DO BRASIL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.13037/ras.vol18n64.6685

Palavras-chave:

Avaliação em saúde. Planejamento em saúde. Saúde da família. Saúde oral.

Resumo

Introdução: A atividade extra clínica desenvolvida pela equipe de saúde bucal pode ser considerada toda a atividade desenvolvida fora do âmbito da clínica odontológica e que fortaleça as ações de promoção da saúde para a população. Essas atividades fazem parte de um modelo de atenção focado na saúde na família e fazem parte do modelo de atenção à saúde proposto pela Política Nacional de Saúde Bucal do Brasil. Objetivo: O objetivo deste estudo foi verificar os fatores individuais e contextuais associados a realização de atividades extra clínicas pelas equipes de saúde bucal participantes do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB) no Brasil. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo observacional transversal realizado a partir de dados de 18.333 equipes de saúde bucal do Sistema Único de Saúde e dos municípios aos quais estas equipes de saúde estavam implantadas. Os dados foram coletados através de entrevistas utilizando um questionário estruturado. O desfecho utilizado foi a realização de atividades extra clínicas e as variáveis de exposição foram organizadas nas dimensões de nível contextual e nível individual do processo de trabalho. Foi utilizado regressão de Poisson multinível para avaliar a associação entre as vaiáveis de exposição e o desfecho. Resultados: A prevalência de realização de atividades extra clínicas pelas equipes de saúde bucal foi 54,2% e a mesma mostrou-se associada com as características contextuais e individuais do estudo. Conclusão: Este estudo contribui para a compreensão do processo de trabalho das equipes de saúde bucal no Brasil e reforça fatores importantes na efetivação de um modelo de atenção alinhado às diretrizes da política nacional de saúde bucal, que valorize os dispositivos da clínica ampliada.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Donabedian A. The Quality of Medical Care. 1978; Science, 200(4344), 856-864.

Donabedian A. The Quality of Care How Can It Be Assessed? JAMA. Chicago (IL): 1988, 260: 23-30.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB): manual instrutivo. Brasília; 2012.

Starfield B. Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília: UNESCO, Ministério da Saúde; 2002.

Londrina. Prefeitura do Município. Autarquia Municipal de Saúde. Manual de saúde bucal; 1 ed.; Londrina, PR, 2009.

Farias CAP. A Política Pública como Campo Multidisciplinar. São Paulo: Unesp; Rio de Janeiro: Fiocruz; 2013, 11-21.

Nickel DA, Lima FG, Silva BB. Modelos assistenciais em saúde bucal no Brasil. Cadernos de Saúde Pública; 2008, 24(2).

Soares CLM. Constructing public oral health policies in Brazil: issues for reflection. Brazilian oral research; 2012, 26.

Brasil. Ministério da saúde. Secretaria de atenção à saúde - Departamento de atenção básica- coordenação nacional de saúde bucal. Diretrizes da política nacional de saúde bucal, 2014.

Brasil. Ministério da saúde, Caderno da Atenção Básica - caderno 17. Brasília-DF, 2008.

Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Atlas do desenvolvimento humano dos municípios. PNUD; 2013.

Brasil. Ministério da saúde. IDSUS, Índice de Desempenho do Sistema Único de Saúde. Disponível em: idsus.saude.gov.br/detalhadas.html; Acesso em: maio 2019.

Moretti AC, Teixeira FF, Suss FMB, Lawder JAC, Lima LSM, Bueno RE, Moysés SJ, Moysés ST. Intersetorialidade nas ações de promoção de saúde realizadas pelas equipes de saúde bucal de Curitiba-PR. Ciência e Saúde Coletiva; 2010; 15(1): 1827-1834.

Volschan BCG, Soares EL, Corvino M. Perfil do profissional de Saúde da Família. Revista Brasileira de Odontologia; 2002; 59(5): 314-316.

Martins PHS, Amaral Júnior OL, Faustino-Silva DD, Torres LHN, Giordani JMA, Unfer B. Desigualdades na distribuição das equipes de saúde bucal no Brasil. Stomatos; 2017; 23(45): 4-13.

Narvai PC. Saúde bucal coletiva: caminhos da odontologia sanitária à bucalidade. Revista de Saúde Pública. 2006: p. 141-7.

Neves M, Giordani JM, Hugo FN. Atenção primária à saúde bucal no Brasil: processo de trabalho das equipes de saúde bucal. Ciência e saúde coletiva, 2019; 24: 1809-1820.

Baldai MH, Ribeiro AE, Gonçalces JR. Processo de trabalho em saúde bucal na atenção básica: desigualdades intermunicipais evidenciadas pelo PMAQ-AB. Saúde em debate; 2018; 42: 145-162.

Buss PM, Filho AP. A saúde e seus Determinantes sociais. Revista Saúde coletiva, Rio de Janeiro, 2007, 17(1): 77-93.

Fernandes JKB, Pinho JRO, Queiroz RCS, Thomaz EBAF. Evaluation of oral health indicators in Brazil: a trend towards equity in dental care? Cadernos de Saúde Pública; 2016; 32(2):1-18.

Gomes AMM, Thomaz EBAF, Alves MTSSB, Silva AAM, Silva RA. Fatores associados ao uso dos serviços de saúde bucal: estudo de base populacional em municípios do Maranhão, Brasil. Ciência e Saúde Coletiva; 2014; 19:629-40.

Baldani MH, Brito WH, Lawder JAC, Mendes YBE, Silva FFM, Antunes JLF. Individual determinants of dental care utilization among low-income adult and elderly individuals. Revista Brasileira de Epidemiologia; 2010; 13:150-62.

Barros AJD, Bertoldi AD. Desigualdades na utilização e no acesso a serviços odontológicos: uma avaliação em nível nacional. Ciência e Saúde Coletiva; 2002; 7:709-17.

Sheiham A, Alexander D, Cohen L, Marinho V, Moysés S, Petersen P, Spencer J, Watt RG, Weyant R. Global oral health inequalities: task group-implementation and delivery of oral health strategies. Advances in Dental Research; 2011; 23(2): 259-267.

Wilkinson RG, Marmot M. Social determinants of health: the solid facts (2nd ed). Copenhagen: WHO, 2003.

Sentell TL, Halpin HA. Importance of adult literacy in understanding health disparities. Journal of General Internal Medicine. 2006; 21(8):862-6.

Pereira RCA. O trabalho multiprofissional na Estratégia Saúde da Família: estudo sobre modalidades de equipes. Rio de Janeiro, 2011.

Falkenberg MB, Mendes TPL, Moraes EP, Souza EM. Educação em saúde e educação na saúde: conceitos e implicações para a saúde coletiva. Ciência e Saúde Coletiva. 2014; 19(3): 847- 52.

Frank BRB, et al. Avaliação da longitudinalidade em unidades de Atenção Primária à Saúde. Saúde em debate. 2015, 39(105): 400-410.

Campos GWS. Um método para análise e co-gestão de coletivos. a constituição do sujeito, a produção de valor de uso e a democracia em instituições: o método da roda. 2. ed. São Paulo: Hucitec, 2005.

Moura, RH, Luzio C A. O apoio institucional como uma das faces da função apoio no núcleo de apoio à saúde da família (nasf): para além das diretrizes. Interface, comunicação, saúde e educação, 2014; 18: 957-970.

Paulon SM, Pache, DF, Righi LB. Função apoio da mudança institucional à institucionalização da mudança. Interface, comunicação, saúde e educação, 2014; 18: 809-820.

Downloads

Publicado

23-07-2020