Avaliação de aspectos do desempenho motor de crianças com transtorno do espectro autista em instituições de referência no interior da Amazônia

Autores

Palavras-chave:

Fisioterapia

Resumo

Introdução: O transtorno do espectro autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento que tem início precoce e se caracteriza por dé?cits em dois domínios centrais, na comunicação e interação social e por padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades. Pode ser classificado em leve, moderado e severo. Estima-se que, em todo o mundo, uma em cada 160 crianças tem TEA. Objetivo: Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo avaliar características do desempenho motor nas crianças com TEA e sua relação com a triagem obtida pela CARS-BR, em instituições de referência na cidade de Santarém, Pará. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa descritiva, transversal, com análise quantitativa dos dados, cuja amostra contou com 15 crianças na faixa etária de 5 a 12 anos, de ambos os gêneros, diagnosticadas com TEA atendidas em instituições de referência em Santarém – PA. Os instrumentos utilizados para coleta foram a Childhood Autism Rating Scale (CARS) e o teste Körperkoodination Test Fürkinder (KTK). Os dados foram organizados e tabulados no Excel e submetidos a estatística descritiva e inferencial. Resultados: A amostra contou com 15 crianças, sendo 86,70% do gênero masculino, com média de idade de 7 (± 2,53) anos, verificando-se alteração na coordenação em 71,43% da amostra, mostrando-se significante a média da pontuação da CARS-BR no gênero feminino e quando comparados os testes da KTK relacionando-os a faixa etária e gênero (* P<0.005) e com os escores da CARS-Br quanto ao gênero feminino. Conclusão: A CARS mostrou sensível para identificar o autismo por sua nota de corte, principalmente nos casos com autismo leve-moderado ou grave, contudo não foi eficiente para diagnosticar a maior parte da amostra. As dificuldades encontradas na aplicação do teste KTK permitem inferir que o teste pode não se mostrar adequado para a aplicação nesse grupo. Houve uma prevalência de padrões motores alterados na amostra.

 

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Biografia do Autor

Silvania Yukiko Lins Takanashi, Universidade do Estado do Pará, Campus Santarém. Santarém - PA.

Doutora em Doenças Tropicais pela Universidade Federal do Pará (2014), Mestre em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Federal do Pará (2008), Especialista em Saúde e Desporto pela Universidade do Estado do Pará (1998), Graduada em Fisioterapia pela Universidade do Estado do Pará (1994). Atualmente é Professora Efetiva da Universidade do Estado do Pará. Faz parte do Departamento de Ciências do Movimento Humano e membro do Comitê de Ética em Pesquisa. Tem experiência nas área de reabilitação, pesquisa em linhas envolvendo doenças crônicas, exposição mercurial e desenvolvimento infantil.

Zizeuda Soares Aguiar Neta, Universidade do Estado do Pará, Campus Santarém. Santarém - PA.

Graduada em Fisioterapia pela Universidade do Estado do Pará (2020). Na área de pesquisa, atua nas linhas envolvendo desenvolvimento infantil; participou de projeto de iniciação científica com a bordagem sobre Transtorno do Espectro Autista com crianças no interior da Amazônia. Pós-graduanda em Fisioterapia Neurofuncional e Pós-graduanda em Fisioterapia em Terapia Intensiva .

Luiz Fernando Gouvea-e-Silva, Universidade Federal de Goiás, Regional Jataí. Jataí - GO. Brasil

Doutor em Doenças Tropicais pela Universidade Federal do Pará (2014), Mestre em Bioquímica pela Universidade Federal de Uberlândia (2006), Graduado em Educação Física pela Universidade Federal de Uberlândia (2002). Atualmente é Professor Efetivo (Adjunto) da Universidade Federal de Jataí (Universidade Federal de Goiás), em Jataí - GO. Faz parte do quadro docente do Laboratório de Anatomia Humana e Comparativa (Anatomia Humana e Neuroanatomia Funcional). Tem experiência nas áreas de morfofisiologia e bioquímica aplicadas ao exercício, bem como, prescrição de treinamento e análise do movimento. Na área de pesquisa, atua nas linhas envolvendo as doenças crônicas não transmissíveis e infecções, bem como, propostas terapêuticas para a saúde humana.

Silvia Caroline de Sousa Aguiar, Universidade do Estado do Pará, Campus Santarém. Santarém - PA.

Fisioterapeuta, formada pela universidade do Estado Do Pará, na qual participou de projeto de iniciação científica com a bordagem sobre crianças com Transtorno do Espectro Autista. Pós-graduanda em fisioterapia em traumatologia e Ortopedia

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Publicado

27-01-2021