Análise das notificações de acidentes pediátricos na cidade de São Paulo

Autores

  • Cintia Leci Rodrigues Universidade de Santo Amaro
  • Jane de Eston Armond Universidade de Santo Amaro
  • Ana Paula Marconi Iamarino Universidade de Santo Amaro
  • Ana Carolina Giolo dos Santos Universidade de Santo Amaro
  • Rodrigo de Eston Armond Universidade de Santo Amaro
  • Carlos Górios Centro Universitário São Camilo

DOI:

https://doi.org/10.13037/ras.vol15n51.4270

Palavras-chave:

Acidentes, Criança, Prevenção e Controle

Resumo

Objetivo: Analisar os dados de acidentes com crianças registrados na rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e no Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (Sivva) do município de São Paulo (SP) no período de janeiro a dezembro de 2015. Métodos: Trata-se de um estudo transversal de abordagem quantitativa, descritivo, retrospectivo. O estudo abrangeu a totalidade de 16.847 crianças com idade entre 0 a 9 anos, vítimas de acidentes, notificadas no Sistema de Informação para a Vigilância de Violências e Acidentes da Secretaria Municipal de Saúde da cidade de São Paulo, onde são registradas as notificações de acidentes e violência por meio da ficha de notificação de casos suspeitos ou confirmados. Resultados: Em crianças de todas as idades da faixa pesquisada e em ambos os sexos, as quedas acidentais foram o tipo de acidente mais registrado. Os acidentes ocorreram em crianças com faixa etária entre 0 e 4 anos (63,9%) e 5 e 9 anos (36,1%). Em relação ao sexo, 39,1% dos acidentes ocorreram no sexo feminino e 60,9% entre crianças do sexo masculino. Conclusão: Este estudo mostrou que o principal tipo de acidente entre crianças, a queda doméstica, ocorre predominantemente no ambiente doméstico e com crianças do sexo masculino. Notou-se com esta pesquisa que estamos diante de crianças vulneráveis, que necessitam de cuidados específicos, principalmente preventivos, em ações intersetoriais com órgãos e profissionais da saúde e educação envolvidos no acompanhamento do crescimento e desenvolvimento das crianças.

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Publicado

15-02-2017

Edição

Seção

ARTIGOS ORIGINAIS